A teoria desenvolvimentista do "super-regionalismo" em Antonio Candido e o caso Arguedas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i26p40-54Palavras-chave:
Antonio Candido, José María Arguedas, Literatura e Subdesenvolvimento, Literatura Latino-AmericanaResumo
O presente artigo se propõe a repensar a categoria literária de “super-regionalismo”, elaborada por Antonio Candido em seu ensaio “Literatura e Subdesenvolvimento” (1970). Para isso, em primeiro lugar, recordaremos a linha argumentativa de tal texto, segundo a qual as obras de escritores latino-americanos dos anos 1960 – notadamente Augusto Roa Bastos, Gabriel García Márquez, João Guimarães Rosa e José María Arguedas - representariam pontos de síntese entre matéria regional e técnicas artísticas modernistas, constituindo uma literatura universalmente significativa. Em seguida, buscaremos demonstrar como esse projeto de modernização literária “super-regionalista” se associava, na obra candidiana, à ideologia desenvolvimentista da década de 1960 e a determinadas expectativas em relação aos rumos da revolução cubana. Por fim, sugeriremos repensar o conceito de “super-regionalismo” à luz do processo histórico dos anos 1970 em diante, que se caracterizou, em toda a América Latina, por um desenvolvimento capitalista concomitante ao massacre das esquerdas, ao aumento da desigualdade social e ao extermínio de culturas locais. Para tal, consideraremos também aspectos da obra Los Ríos Profundos (1958) de Arguedas, que já na década de 1950 parece assinalar tensões em relação à leitura sugerida por “Literatura e Subdesenvolvimento”, antecipando problemas que ficariam mais claros nos anos seguintes.
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