A poética anticolonial: ritual da memória em Deolinda Rodrigues
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2025.239767Palavras-chave:
Deolinda Rodrigues, poética anticolonial, memória, ritual, subalternidadeResumo
Este artigo analisa a obra de Deolinda Rodrigues sob uma perspectiva anticolonial, destacando o caráter ritual da memória em sua escrita diarística durante a luta de libertação de Angola. A escrita de urgência, atravessada pelo corpo em travessia e em guerra, transforma o cotidiano da luta armada em arquivo existencial e coletivo. Ao aproximar sua trajetória de um paradigma épico, interpreta-se seu percurso como uma odisseia política e simbólica cuja memória torna-se ritual de resistência e sobrevivência.
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