Sobre os nomes próprios em A Caverna, de José Saramago

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p288-298

Palavras-chave:

Saramago, A caverna, Etimologia, Estudos clássicos, Recepção dos clássicos

Resumo

No romance A caverna, de José Saramago, um número restrito de personagens recebe um prenome, incluindo dois nomeados logo à primeira página, Cipriano e Marçal, ambos associados, etimologicamente, aos deuses Vênus e Marte. A partir de tradição que relaciona tais deuses a forças agregadoras e desagregadoras do universo, sugere-se que tais prenomes prenunciam o caráter constituinte de tais forças na narrativa, no ofício de oleiro, na figura do Centro e até, metalinguisticamente, no ofício do próprio narrador do relato. Tal afirmação é defendida a partir de episódios selecionados e do estudo conjunto dos personagens com prenome.

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Biografia do Autor

  • Alex Mazzanti Júnior, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Professor de Língua e Literatura Latina na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutor e Mestre em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo. Graduado em Letras (Português, Latim e Grego) pela mesma Universidade. Realizou estágio de pesquisa no exterior na Universidade de Oxford e pesquisa de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas. Membro do Grupo de Estudos de Línguas Indo-Europeias Antigas (GELIEA). 

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Publicado

2025-10-22

Como Citar

Mazzanti Júnior, A. (2025). Sobre os nomes próprios em A Caverna, de José Saramago. Revista Desassossego, 17(34), 288-298. https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p288-298