O inventário do cotidiano na poética de Adília Lopes

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p166-179

Palabras clave:

Adília Lopes, Cotidiano, Poesia, Filosofia

Resumen

Em seu primeiro livro – Um jogo bastante perigoso – a poetisa portuguesa Adília Lopes já anunciava sua preferência pelo cotidiano e, desde então, não parou mais de apresentar a seus leitores espalhados pelo mundo afora versos que brindam a poética do cotidiano, porque “O pó e o amor como o poema são feitos no dia-a-dia”. Assim, neste artigo, propomos um estudo da poética de Adília Lopes tendo como ponto de partida a presença do ordinário em sua poesia e, a partir disso, entre outras questões, vamos refletir acerca de uma das máximas do filósofo Heráclito, a de que o extraordinário habita o ordinário e nele faz morada. E é nesse vigorar do extraordinário no ordinário que o pensamento acontece na poética pensante de Adília Lopes, conforme demonstraremos, acentuando o diálogo entre poesia e filosofia.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Flávio Adriano Nantes, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Professor Associado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Doutor em Letras (Teoria e Estudos Literários) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - câmpus São José do Rio Preto. Mestre em Estudos de Linguagens e Graduado em Letras (Português e Espanhol) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Especialista em Língua e Cultura Espanholas pela Universidad Complutense de Madrid. Coordena o COLEGE - Coletivo de Pesquisa e Estudos em Literatura e Gênero Federico García Lorca.

  • Angela Guida, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Professora Associada e docente permamente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Doutora em Ciência da Literatura/Poética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestra em Letras (Teoria da Literatura) pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Realizou pesquisa de pós-doutorado em Estudos Literários na Universidade Federal de Minas Gerais. Coordenadora do Grupo de Pesquisa LUMIAR.

Referencias

BARTOLAZZI, Thays Abreu. Uma poética ao rês-do-chão: o tempo e o cotidiano em Adília Lopes. Dissertação (Mestrado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade) – Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2014.

CARVALHO, Teresa. “Adília Lopes (1960-2024), a poetisa que escrevia para se salvar”. Nascer do sol, Cultura, 4 de janeiro de 2025. Disponível em: https://sol.sapo.pt/2025/01/04/adilia-lopes-1960-2024a-poetisa-que-escrevia-para-se-salvar/. acesso em: 8 out. 2025.

CICERO, Antonio. “Ler um poema estimula nosso pensamento em todos os sentidos” – entrevista a Marcio Renato dos Santos. Revista Cândido, Curitiba, n. 161, maio de 2025. https://www.bpp.pr.gov.br/Candido/Pagina/Entrevista-Antonio-Cicero. Acesso em: 20 mai. 2025.

EIRAS, Pedro. “Pessoa ressoa em Adília”. Casa Fernando Pessoa [canal YouTube], 09 de março de 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8xsPvBfOfkU&t=3s. Acesso em: 20 mai. 2025.

EVANGELISTA, Lúcia. A vida em comum: a poética de Adília Lopes. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários Culturais e Interartes) – Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto, 2011.

HEIDEGGER, Martin. Carta sobre o humanismo. In: HEIDEGGER, Martin. Marcas do caminho. Tradução de Marco Antonio Casanova. Petrópolis: Vozes, 2008.

HEIDEGGER, Martin. Da serenidade. Lisboa: Edições Piaget, 2000. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/374050289/Heidegger-Serenidade-pdf. Acesso em: 8 out. 2025.

HEIDEGGER, Martin. Heráclito. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1998.

LOPES, Adília. Dobra: Poesia reunida. São Paulo: Assírio & Alvim, 2024.

LOPES, Adília. Entrevista a Adília Lopes. Jogos florais [Blog], 2 de agosto de 2017. Disponível em: https://www.jogosflorais.com/entrevista/2018/1/26/entrevista-a-adlia-lopes?rq=ad%C3%ADlia%20lopes. Acesso em 20 mai. 2025.

LOPES, Adília. Entrevistada por Célia Pedrosa. Inimigo Rumor. Revista de poesia. Rio de Janeiro: 7 Letras; São Paulo: Cosac Naify, n. 20, 2007, p. 96-108.

LOPES, Adília. Entrevistada por Marcelo Ariel. Para completar a “dobra”. Revista Quatro Cinco Um, São Paulo, n. 86, 2024.

LOPES, Adília. “Ovos estrelados”. Crónicas da vaca fria [Blog]. 21 de maio de 2001. Disponível em: https://www.arlindo-correia.com/adilia_lopes_fria.html#Ovos%20Estrelados. Acesso em: 8 out. 2025.

MARQUES, Ana Martins. A vida submarina. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

NASCIMENTO, Evando. Clarice Lispector: uma literatura pensante. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

NUNES, Benedito. Hermenêutica e poesia: o pensamento poético. Org. Maria José Campos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

ROLNIK, Sueli. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

Publicado

2025-10-22

Cómo citar

Nantes, F. A., & Guida, A. (2025). O inventário do cotidiano na poética de Adília Lopes. Revista Desassossego, 17(34), 166-179. https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p166-179