O inventário do cotidiano na poética de Adília Lopes
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p166-179Palabras clave:
Adília Lopes, Cotidiano, Poesia, FilosofiaResumen
Em seu primeiro livro – Um jogo bastante perigoso – a poetisa portuguesa Adília Lopes já anunciava sua preferência pelo cotidiano e, desde então, não parou mais de apresentar a seus leitores espalhados pelo mundo afora versos que brindam a poética do cotidiano, porque “O pó e o amor como o poema são feitos no dia-a-dia”. Assim, neste artigo, propomos um estudo da poética de Adília Lopes tendo como ponto de partida a presença do ordinário em sua poesia e, a partir disso, entre outras questões, vamos refletir acerca de uma das máximas do filósofo Heráclito, a de que o extraordinário habita o ordinário e nele faz morada. E é nesse vigorar do extraordinário no ordinário que o pensamento acontece na poética pensante de Adília Lopes, conforme demonstraremos, acentuando o diálogo entre poesia e filosofia.
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