Pixels de festim: a poesia de Manoel Bispo Corrêa em campo expandido
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v18i35p75-92Palabras clave:
Manoel Bispo Corrêa, Literatura amapaense, Ciberpoema, Pesquisa artística, TranscodificaçãoResumen
Manoel Bispo Corrêa (1945–) é artista plástico, professor e poeta paraense radicado no Amapá desde 1949. É autor de Cristais das Horas (1978), Mental Real (1986), Canto dos Meus Cantares (1990), Intátil (2002), Amostra Grátis (2004) e Palavras de Festim (2007). A presente pesquisa, oriunda de estágio pós-doutoral desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), concentra-se nesse último livro, que explora a manipulação da forma e do conteúdo das palavras, em diálogo com a cor local e com as imagens da floresta e das águas amazônicas. Pautando-se nas discussões sobre campo expandido e nas formalizações materiais possibilitadas pelas novas mídias, a pesquisa estabelece conexões entre poesia visual e poesia digital, apresentando um produto resultante de um processo de reflexão crítica e criativa realizado durante a transcodificação de parte da obra Palavras de Festim. Nesse exercício de pesquisa artística, o trabalho de Bispo foi transposto para o ambiente digital e hospedado em um site desenvolvido com três linguagens de programação (HTML, Javascript e CSS), em parceria com a equipe técnica do grupo de pesquisa LILAS, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP). O projeto resultou na criação de oito ciberpoemas que evocam, por meio de uma poética multimodal, a diversidade de elementos naturais que constitui o projeto estético de Bispo.
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