Los traidores, de Silvina Ocampo e J. R. Wilcock: recontextualização e apropriação de uma tragédia romana
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v18i35p131-144Palabras clave:
Gênio não-original, Escrita não criativa, Los traidores, Silvina Ocampo, TeatroResumen
O presente trabalho propõe um olhar sobre a obra teatral Los traidores, de Silvina Ocampo e J. R. Wilcock, sob a ótica da poética do “gênio não-original”, de Marjorie Perloff, também, na perspectiva da “escrita não criativa”, de Kenneth Goldsmith. A obra dramática se passa durante o declínio do Império Romano, no ano de 211 d.C., em que o imperador romano, Septímio Severo, veio a falecer envenenado. Septímio Severo havia proclamado seus dois filhos, Basanio e Públio, conhecidos, historicamente, como Caracala e Geta, co-governantes do império, desejando que eles governassem juntos. Entretanto, Basanio, ao disputar o trono, ordena o assassinato de seu irmão. Pretende-se demonstrar como a escrita da referida peça de Silvina Ocampo e J. R. Wilcock recontextualiza um período histórico romano, por meio do cômico e do absurdo, bem como de traços clássicos da tragédia grega, embora possua um estilo complexo na sua composição, ao mostrar traços de paródia, combinados com jogos de palavras e provocações sobre a provável essência heroica dos personagens da época, burlando aquilo que Aristóteles chamou de peça trágica.
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