MEMÓRIAS DAS TRINCHEIRAS: OS ANIMAIS NA LITERATURA DA GRANDE GUERRA
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v10i19p39-58Palavras-chave:
Primeira Guerra Mundial, homens, animais, trincheiras, memóriasResumo
Embora até recentemente o homem tenha detido o papel principal nos relatos sobre a Grande Guerra, a verdade é que os animais também foram atores diretos desse cenário bélico. No entanto, o contributo do soldado não-humano parece ter sido relegado para os bastidores deste teatro apocalíptico até às últimas décadas do século 20, altura em que se assiste a uma verdadeira revolução do pensamento ocidental relativamente à condição animal e sua relação com o humano. Neste contexto, o crescente interesse teórico e crítico pela condição animal e a sua revalorização ético-científica lançaram um novo olhar – não especista, nem antropocêntrico – sobre a atuação militar destes heróis marginalizados e a sua relação com os seus companheiros humanos, com quem partilharam o inferno das trincheiras. Com efeito, os grandes discursos contemporâneos sobre a animalidade, centrados na renegociação da cartografia humano-animal a partir de um descentramento antropológico, propõem uma releitura simbólica da presença do animal da Grande Guerra, amplamente celebrada pelos soldados nos seus escritos memorialísticos, que compõem o abundante corpus de literatura testemunhal do pós-guerra.
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Direitos autorais (c) 2018 Márcia Seabra Neves

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