O que Mersenne aprendeu na Itália

Autor/innen

  • Daniel Garber Departamento de Filosofia da Universidade de Chicago, EUA.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2000.38035

Schlagwörter:

matemáticas mistas, mecânica, redes de correspondência, tradiçao jesuítica, Galileu, Mersenne.

Abstract

Estudos sobre Marin Mersenne enfatizam freqüentemente o serviço prestado por ele à ciência européia, por ajudar na circulação das idéias, tanto pela correspondência como por suas publicações. Mas o próprio Mersenne foi uma figura importante na Revolução Científica com seu próprio programa intelectual. O propósito do artigo é discutir o papel que o contato epistolar com a Itália exerceu no seu próprio desenvolvimento intelectual. Quero discutir também que a transmissão da ciência italiana para a França feita por Mersenne, no final do anos 1620 e início dos anos 1630, precisamente no momento em que Galileu estava em dificuldades em Roma, foi crucial para a derradeira transformação da ciência e filosofia européias. Minha tese é que por causa de seus contatos com a Italia  Mersenne continua, de certo modo, a tradição jesuítica das matemáticas mistas que, em virtude da condenação de Galileu em 1633, não poderia por muito tempo ser praticada na Itália, uma tradição que conduzirá a Descartes, Gassendi, e à filosofia mecânica que dominará o restante do século.

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Autor/innen-Biografie

  • Daniel Garber, Departamento de Filosofia da Universidade de Chicago, EUA.
    Professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Chicago, EUA.

Literaturhinweise

Veröffentlicht

2000-12-09

Ausgabe

Rubrik

Nao definda

Zitationsvorschlag

Garber, D. (2000). O que Mersenne aprendeu na Itália. Discurso, 31, 89-114. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2000.38035