Vontade de nada e vontade de saúde nos escritos tardios de Nietzsche

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2018.150843

Mots-clés :

Vontade de Saúde, Vontade de Nada, Instinto, Niilismo, Transvaloração

Résumé

Nos escritos de 1888, Nietzsche retoma com interesse redobrado duas formas antagônicas da vontade: a vontade de saúde e a vontade de nada. Investigaremos, a partir da discussão com Scarlett Marton, se e como as atitudes sadias do próprio Nietzsche decorrem de suas condições fisiológicas e, no contexto dos dois primeiros capítulos de Ecce Homo, em que medida a configuração pulsional de Nietzsche dita a sua terapêutica e sua tarefa filosófica. Da perspectiva do Nietzsche ‘saudável’, a vontade de saúde predominaria sobre a vontade de nada. Num segundo momento, questionaremos a afirmação de Nietzsche, de que ele seria “fundamentalmente sadio”, a partir dos textos de 1885 a 1888, em que ele investiga também a vontade de nada. Enquanto doente, ele poderia ser médico de si mesmo e, com isso, médico da cultura? Admitindo sua dupla natureza, o Filósofo doente poderia investigar o trabalho secreto do instinto da decadência sem ser por ele influenciado?


Palavras-chave
Vontade de Saúde; Vontade de Nada; Instinto; Niilismo; Transvaloração.

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Publiée

2018-10-04

Numéro

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Araldi, C. L. (2018). Vontade de nada e vontade de saúde nos escritos tardios de Nietzsche. Discurso, 48(2), 43-58. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2018.150843