Comunidade e indivíduo: valores e condições de existência, segundo Nietzsche

Autori

  • Eder Corbanezi Universidade Estadual Paulista – UNESP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251099

Parole chiave:

comunidade, indivíduo, condições de conservação, avaliação, valor

Abstract

Primeiro, examinando o capítulo “Das mil metas e uma só meta”, de Assim falou Zaratustra, buscamos evidenciar que Nietzsche
considera os valores dos povos como relativos e, ao mesmo tempo, resultantes de um mecanismo comum. Depois, indicamos aquilo que, no entender de Nietzsche, determina se é a comunidade ou se são os indivíduos que criam valores, e se a boa consciência e o prazer estão associados às ações que correspondem aos interesses da comunidade ou às ações que correspondem aos interesses individuais. Por fim, mostramos que, segundo Nietzsche, os valores que correspondem às condições de conservação e crescimento de uma comunidade podem ser desvantajosos para os indivíduos que a constituem

Downloads

La data di download non è ancora disponibile.

Riferimenti bibliografici

Azeredo, V. D. de (2007). “Eticidade do costume: a inscrição do social no ho-mem”. Dissertatio. Revista de Filosofia, nº 25, p. 73-89.

________. (2021). “A presença e a ausência do costume na moralidade: uma leitu-ra da Antígona de Sófocles e da República de Platão a partir de Nietzsche”. Cadernos Nietzsche, 42 (1), p. 275-302.

Corbanezi, E. (2023). “Nietzsche e o mecanismo das avaliações”. In: Silva Júnior, I.; Azeredo, V. D. (org). Os sentidos da formação: Festschrift para Scarlett Marton. Curitiba: CRV, p. 81-88.

________. (2024). “Perspectivismo e relativismo: o conceito de relação na con-cepção nietzschiana de conhecimento”. O que nos faz pensar, 32 (55), p. 147-173.

Marton, S. (2000). Nietzsche: das forças cósmicas aos valores humanos. 2ª ed. Belo Horizonte: Editora UFMG.

________. (2009). “A morte de Deus e a transvaloração dos valores”. In: Marton, S. Extravagâncias. Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche. 3ª ed. São Paulo: Discur-so Editorial e Editora Barcarolla, p. 69-84.

Nietzsche, F. (1998). Genealogia da moral: uma polêmica. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (1999). Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe [KSA]. 2., durchgese-hene Auflage. Giorgio Colli e Mazzino Montinari (eds.). München: Walter de Gruyter, 15 vols.

________. (2000). Humano, demasiado Humano: um livro para espíritos livres. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2001). A gaia ciência. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Com-panhia das Letras.

________. (2004). Aurora: reflexões sobre os preconceitos morais. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2006). Crepúsculo dos ídolos, ou, Como se filosofa com o martelo. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2007). O Anticristo: Maldição ao cristianismo: Ditirambos de Dionísio. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2008). “Opiniões e sentenças diversas”. In: Nietzsche, F. Humano, demasiado Humano: um livro para espíritos livres[:] volume II. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2008). “O andarilho e sua sombra”. In: Nietzsche, F. Humano, de-masiado Humano: um livro para espíritos livres[:] volume II. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

________. (2011). Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras.

Stellino, P. (2019). “Projectivisme et relativisme moral chez Nietzsche”. In: Stellino, P.; Tinland, O. (org). Nietzsche et le relativisme. Bruxelles: Ousia, p. 247-275.

Wienand, I.; Hermens, J. (2019). “Nietzsche et le relativisme: la conception nietzschéenne de la santé”. In: Stellino, P.; Tinland, O. (org). Nietzsche et le relati-visme. Bruxelles: Ousia, p. 229-245.

Pubblicato

2026-07-12

Fascicolo

Sezione

Artigos

Come citare

Corbanezi, E. (2026). Comunidade e indivíduo: valores e condições de existência, segundo Nietzsche. Discurso, 56(1), 41-68. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251099