Trajetória da pessoa negra na Educação Básica: adversidades e proposições para o enfrentamento
DOI:
https://doi.org/10.1590/s0103-4014.202539115.002Palavras-chave:
Colonialismo, Educação Básica, Educação para as relações étnico-raciais, Política pública, DadosResumo
Quando se colocam no mesmo espaço de reflexão “educação”, “desigualdades” e “violência”, a pauta racial emerge de forma aguda. Necessário demarcar que o binômio colonialismo/escravidão impacta, também, as construções sociais dos(as) estudantes negros(as) no presente. Portanto, serão apresentados aspectos históricos para a compreensão de tal impacto e de que forma isso se traduz na educação, hoje, em dados. Além disso, visto que a escola pode oportunizar mudanças, a intenção foi, também, a de tratar acerca de uma Política Pública Educacional voltada efetivamente à educação para as relações étnico-raciais que permita à escola olhar, acolher, reconhecer e valorizar a diversidade, contribuindo, assim, para a formação e o desenvolvimento de um sujeito integral.
Downloads
Referências
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Disponível em: <https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf>. Acesso em: 2 jul. 2024.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9171-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-mensal.html>. Acesso em: 18 abr. 2024.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2020. Estudos e Pesquisas/Informação Demográfica e Socioeconômica, n. 43. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=2101760>. Acesso em: 15 abr. 2024.
BRASIL. Lei n.10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei n.9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira’, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 10 jan. 2003. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm>. Acesso em: 2 jun. 2024.
CHINOY, E. Sociedade: Uma introdução à Sociologia. São Paulo: Cultrix, 1975.
DURKHEIM, E. Educação e sociologia. Coimbra: Edições 70, 2007.
ERTHAL, R. A colonização portuguesa no Brasil e a pequena propriedade. GEOgraphia. Ano II, n.4, 2000.
FANON, F. Em defesa da revolução africana. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1980.
FERNANDES, F. Significado do protesto negro. São Paulo: Cortez, 1989.
FERREIRA, D. Manual de Sociologia: dos clássicos à sociedade da informação. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2003.
FRANCO, A. S. Conceito de violência, São Paulo, 2004. Mimeo.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GARCIA, F.; GOMES, T.; SACRAMENTO, T. Quais são os principais desejos e desafios do jovem negro no mercado de trabalho brasileiro? Think with Google. Março de 2022. Disponível em: <https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/futuro-do-marketing/gestao-e-cultura-organizacional/diversidade-e-inclusao/pesquisa-desejos-e-desafios-do-jovem-negro-mercado-de-trabalho-brasil>. Acesso em: 25 de mar. 2022.
GIDDENS, A. Sociologia. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
GOMES, N. L. G. Movimento negro e educação: Ressignificando e politizando a raça. Educação & Sociedade, Campinas, v.33, n.120, p.727-44, jul./ set., 2012. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/es/a/wQQ8dbKRR3MNZDJKp5cfZ4M/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 23 mar. 2024.
MBEMBE, A. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte. São Paulo: n-1 edições, 2018.
MICHAUD, Y. A violência. São Paulo, Ática, 2001.
NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL – ONU BR. A Agenda 2030. 2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030>. Acesso em: 3/6/2024.
NASCIMENTO, A. do. O genocídio do negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado. São Paulo: Perspectiva, 2016.
NEXO JORNAL. Como a gestão escolar pode garantir a equidade racial na escola? | Nexo Políticas Públicas. 2021. 1 vídeo (7 min). YouTube. Disponível em: <https://pp.nexojornal.com.br/pergunte-a-um-pesquisador/2020/11/11/alexsandro-santos-
-gestao-escolar-e-equidade-racial>. Acesso em: 15 mai. 2024.
OLIVEIRA, L. A.; SILVA, P. B. G. Movimento negro e educação. Revista Brasileira de Educação, n.15, 2000. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbedu/a/8rz8S-3Dxm9ZLBghPZGKtPjv/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 7 de mar. 2022.
PRADO JUNIOR, C. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 2000.
PUNTONI, P. In: AUGUSTO, D.; BOLOGNSEI, L. Lutas.doc. Buriti Filmes e Gullane, 2010.
SOUZA, L. de M. e. In: AUGUSTO, D.; BOLOGNSEI, L. Lutas.doc. Buriti Filmes e Gullane, 2010.
UNESCO. Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação, Unesco; Boadilla del Monte: Fundación SM, 2022.
VICENTI, D.; VERASTÉGUI, R. A. A pedagogia crítica no Brasil: a perspectiva de Paulo Freire. Universidade Estadual de Londrina. XVI Semana da Educação. V Simpósio de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação. Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/semanaeducacao/pages/arquivos/ANAIS/ARTIGO/PERSPECTIVAS%20FILOSOFICAS/A%20PEDAGOGIA%20CRITICA%20NO%20BRASIL%20A%20PERSPECTIVA%20DE%20PAULO%20FREIRE.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2024
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Alexandre Dantas, Helton Souto Lima, Silvia Lima, Vidal Dias da Mota Junior

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Estudos Avançados não celebra contrato de cessão de direitos autorais com seus colaboradores, razão pela qual não detém os direitos autorais dos artigos publicados. Os interessados em reproduzir artigos publicados na revista devem necessariamente obter o consentimento do autor e atribuir devidamente os créditos ao periódico.