A centralidade da prisão nas relações entre crimes violentos ao patrimônio e o PCC

Autores

  • Leonardo José Ostronoff Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.002

Palavras-chave:

Crime, Prisões, Roubos

Resumo

Pesquisa que teve por objetivo compreender as relações entre os crimes violentos ao patrimônio e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Destaca-se a análise dos “salves”, documentos escritos à mão por lideranças que estão na prisão, com recomendações e ordens entre os integrantes da facção paulista. Constatou-se que as ações criminais violentas contra o patrimônio não são organizadas institucionalmente pelo PCC, mas consistem em operações de membros individualmente. Existiriam relações com o PCC pelo controle que tal facção tem no universo prisional brasileiro atualmente. É através das redes formadas pela prisão que se exerce o recrutamento dos agentes das quadrilhas para os roubos, bem como o empréstimo de armamento para as quadrilhas. Portanto, pelos resultados dessa pesquisa, pode-se afirmar a prisão como um espaço que congrega redes pessoais e de oportunidades para participação em crimes violentos ao patrimônio. 

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Biografia do Autor

  • Leonardo José Ostronoff, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

    Doutor em Sociologia, professor do Departamento de Sociologia e Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisador Associado ao Núcleo de Estudos da Violêencia da USP. 

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Publicado

2026-04-11

Edição

Seção

Violência, dor e sofrimento

Como Citar

Ostronoff, L. J. (2026). A centralidade da prisão nas relações entre crimes violentos ao patrimônio e o PCC. Estudos Avançados, 40(116), e40116025. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.002