A centralidade da prisão nas relações entre crimes violentos ao patrimônio e o PCC
DOI:
https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.002Palavras-chave:
Crime, Prisões, RoubosResumo
Pesquisa que teve por objetivo compreender as relações entre os crimes violentos ao patrimônio e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Destaca-se a análise dos “salves”, documentos escritos à mão por lideranças que estão na prisão, com recomendações e ordens entre os integrantes da facção paulista. Constatou-se que as ações criminais violentas contra o patrimônio não são organizadas institucionalmente pelo PCC, mas consistem em operações de membros individualmente. Existiriam relações com o PCC pelo controle que tal facção tem no universo prisional brasileiro atualmente. É através das redes formadas pela prisão que se exerce o recrutamento dos agentes das quadrilhas para os roubos, bem como o empréstimo de armamento para as quadrilhas. Portanto, pelos resultados dessa pesquisa, pode-se afirmar a prisão como um espaço que congrega redes pessoais e de oportunidades para participação em crimes violentos ao patrimônio.
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