A “mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: considerações sobre a musealização do trágico (1938-2023)

Autores

  • Jô Veras Closs Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil
  • Mariana Matera Veras Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil
  • Mariana de Carvalho Dolci Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, Brasil
  • Jéssica Tarine Moitinho de Lima Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Arte, Belém, Pará, Brasil
  • Jair Theodoro Filho Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil
  • Flavio Pinheiro Martins University College London, Bartlett School of Sustainable Construction, London, United Kingdom
  • Cintia Fridman Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil
  • Mercedes Okumura Universidade de São Paulo, Instituto de Biociências, São Paulo, Brasil
  • Paulo Hilário Nascimento Saldiva Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.009

Palavras-chave:

Cangaço, Remanescentes humanos, Museus, Lampião, Maria Bonita

Resumo

Analisaremos neste artigo a trajetória e a musealização dos remanescentes humanos de Lampião e Maria Bonita, com enfoque nos aspectos históricos, éticos e museológicos associados à exposição e preservação desses restos. Objetiva-se analisar os debates sobre o tratamento dos remanescentes humanos de Lampião e Maria Bonita, considerando as implicações históricas, científicas e éticas de sua musealização. Para alcançar esse objetivo, utilizamos métodos como: a revisão historiográfica e análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens relacionadas ao tema. Os principais resultados evidenciam o contínuo debate sobre a exposição dos remanescentes, marcado por questões éticas e narrativas históricas, que oscilam entre o consumo do trágico e a busca pela dignidade dos envolvidos.

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Biografia do Autor

  • Jô Veras Closs, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil

    Historiadora e museóloga, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da USP. · coleta de dados, análise · revisão crítica do conteúdo · redação do manuscrito.

  • Mariana Matera Veras, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil

    Bióloga, chefe do Laboratório de Investigações Médicas 05 do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. · supervisão · revisão crítica do conteúdo · redação do manuscrito

  • Mariana de Carvalho Dolci, Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, Brasil

    Historiadora, pós-doutoranda no Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. · redação do manuscrito · orientação metodológica · coleta e análise de dados

  • Jéssica Tarine Moitinho de Lima, Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Arte, Belém, Pará, Brasil

    Museóloga, professora doutora do Magistério Superior (Curso de Museologia) no Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará. · redação do manuscrito · revisão crítica do conteúdo

  • Jair Theodoro Filho, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil

    Farmacêutico, técnico de autópsias do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e pelo Serviço de Verificação de Óbitos da Capital da Universidade de São Paulo. · aplicação metodológica · coleta e análise de dados

  • Flavio Pinheiro Martins, University College London, Bartlett School of Sustainable Construction, London, United Kingdom

    Administrador, doutorando pela Bartlett School of Sustaina- ble Construction, University College London. · redação do manuscrito

  • Mercedes Okumura, Universidade de São Paulo, Instituto de Biociências, São Paulo, Brasil

    Bióloga, professora doutora docente do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. · orientação metodológica · aplicação metodológica · coleta e análise de dados

  • Paulo Hilário Nascimento Saldiva, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, São Paulo, Brasil

    Médico, professor doutor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. · concepção · supervisão · idealização · coordenação do projeto · aprovação final da versão a ser publicada

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Publicado

2026-04-10

Edição

Seção

Violência, dor e sofrimento

Como Citar

Closs, J. V., Veras, M. M., Dolci, M. de C., Lima, J. T. M. de, Theodoro Filho, J., Martins, F. P., Fridman, C., Okumura, M., & Saldiva, P. H. N. (2026). A “mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: considerações sobre a musealização do trágico (1938-2023). Estudos Avançados, 40(116), e40116147. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.009