Por uma sociologia provocadora (de respostas)

Autores

  • Maria Aparecida de Moraes Silva Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.012

Palavras-chave:

Sociologia, Metodologia, Realidade social

Resumo

O surgimento da sociologia ocorreu num momento de crise. Aliás, é uma ciência marcada pelos contextos de crise. Basta citar alguns de seus representantes, que vivenciaram momentos de guerras e conflitos, como os clássicos da Sociologia - K. Marx, É. Durkheim, M. Weber - e, mais tarde, R. Dahrendorf, P. Bourdieu e N. Elias. Lembrando a definição de P. Bourdieu, a sociologia é um esporte de combate. Em razão das mudanças céleres do mundo contemporâneo, somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos. Na contramão dessa concepção, a proposta deste texto - retomado da conferência de abertura do 22º Congresso da SBS -, é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas, na qual o fazer sociológico esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria Aparecida de Moraes Silva, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Paulo, Brasil

    Professora livre-docente da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Atualmente é integrante do corpo permanente do PPG/Sociologia da UFSCar. Pesquisadora 1A do CNPq. Coordenadora do repositório digital VOZES e Memórias <https://www.vozesememorias.com.br> 

Referências

BENJAMIN, W. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Obras escolhidas, v.3).

CALHEIROS, D. F. Relatório técnico: Cana-de-Açúcar - Impactos na saúde ambiental e do trabalhador rural. Embrapa/MPF-PPR 3ª Região, julho, 2020.

HARVEY, D. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2010.

HORKHEIMER, M. Eclipse da razão. Rio de Janeiro: Ed. Labor do Brasil, 1976.

LAVAL, C. Foucault, Bourdieu e a questão neoliberal. São Paulo: Elefante, 2022

MBEMBE, A. Necropolítica. São Paulo: N-1 edições, 2018.

MBEMBE, A. Brutalisme. Paris: La Découverte, 2020.

MOONEY, P. La isostenible agricultura 4.0. Digitalización y poder corporativo en la cadena alimentaria. Grupo ETC: México, 2019. Disponível em: <https://www.etcgroup.org/sites/www.etcgroup.org/files/files/la_insostenible_agricultura_4.0_web26oct.pdf>. Acesso em: 18 mar. 2025.

» https://www.etcgroup.org/sites/www.etcgroup.org/files/files/la_insostenible_agricultura_4.0_web26oct.pdf

PARSEKIAN, M. L. O moto contínuo nos canaviais (ilustração). São Paulo, 2024.

POMPEIA, C. Formação política do agronegócio. São Paulo: Elefante, 2021.

QUEIROZ, M. I. P. O mandonismo local na vida política brasileira. São Paulo: Publicação do Instituto de Estudos Brasileiros, 1969.

QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. (Org.) A colonialidade do saber; eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p.107-30.

SABADIN, A. Diário de campo. Ribeirão Preto, 2025.

SASSEN, S. Expulsiones. Brutalidad y complejidad en la economía global. Buenos Aires; Katz Editores, 2015.

SILVA, M. A. M. La agricultura 4.0 en los cañaverales de São Paulo. In: GRAMMONT, H; MASCHERONI, P; RIELLA, A; SANCHEZ, K. Mercados de trabajo rurales, desigualdades y vulnerabilidad social en América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2024, p.29-56.

Downloads

Publicado

2026-04-10

Edição

Seção

Sociologia

Como Citar

Silva, M. A. de M. (2026). Por uma sociologia provocadora (de respostas). Estudos Avançados, 40(116), e40116219. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.012