“Júpiter vibrando o raio” em defesa do método português de A.F. de Castilho
DOI:
https://doi.org/10.1590/s0103-4014.202539115.013Palabras clave:
Métodos de ensino, Métodos português, António Feliciano de Castilho, História da educação em PortugalResumen
Neste artigo apresentamos a trajetória do Método Português, as críticas atribuídas a ele em Portugal, especialmente pelos professores, e as estratégias de defesa de António Feliciano de Castilho e de seus seguidores a favor do que consideravam Método Moderno em contraposição ao antigo. Abordamos a proposta de Castilho, nascida na ilha de São Miguel (nos Açores), que se ampliou para outros territórios portugueses quando ele assumiu o papel de divulgá-la por vários meios: o que, em princípio, denominou de Leitura Repentina (1ª edição) e, em seguida, de Método Castilho (2a edição). Mais tarde, passou a ser designado como Método Português (3a e 4a edições). Conclui-se que a adoção de métodos de ensino, mas do que tentar apresentar inovações ao ensino e à aprendizagem da leitura, se constituíram, como no caso do Método Português, em espaços de disputas entre aqueles que defendiam reformas no ensino e os que preferiam manter vigente suas práticas e saberes.
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