Narcoterrorismo e narcoestado: genealogias, usos políticos e riscos analíticos frente às facções no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.001Palabras clave:
Narcoterrorismo, Narcoestado, Governança criminal, Violência, Crime organizadoResumen
O artigo examina criticamente os usos de narcoterrorismo e narcoestado na América Latina, destacando suas origens na agenda de segurança dos Estados Unidos e seus efeitos de poder. Argumenta que o narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, sem consistência analítica, legitimando políticas de exceção, intervenções externas e leituras civilizacionais da violência. Já o narcoestado pode ter utilidade situada para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos. A discussão do caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.
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