Efeitos do Programa Primeira Infância Melhor sobre indicadores de pré-natal e neonatal

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/1980-5330/ea207779

Palabras clave:

Primeira Infância Melhor, diferença em diferenças, indicadores pré-natal, indicadores neonatais

Resumen

Este estudo investiga os efeitos do Programa Primeira Infância Melhor (PIM) no Rio Grande do Sul sobre indicadores pré-natais e neonatais. Utilizando a estratégia de Diferença em Diferenças de Callaway e Sant’Anna (2021), que atenua vieses em programas de adesão voluntária, observamos impactos positivos e robustos. Municípios com PIM mostram reduções de 0,49%, 0,17% e 0,46% em nascimentos com baixos índices de vitalidade, extremo baixo peso e baixo peso ao nascer, respectivamente. Além disso, a participação no PIM aumenta de 7,6 a 10% o percentual de mulheres que fazem mais de 6 consultas pré-natais.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Pedro Henrique Alves Feitoza Pires, Universidade Federal de Pelotas

    Universidade Federal de Pelotas. E-mail: pedroh_pires@hotmail.com

    https://orcid.org/0000-0002-0294-3104

  • Lívia Madeira Triaca, Universidade Federal do Rio Grande

    Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: liviamtriaca@gmail.com

    https://orcid.org/0000-0001-7192-6554

  • Carolina Silva da Trindade, Universidade Federal de Pelotas

    Universidade Federal de Pelotas. E-mail: carolina.silva.trindade@hotmail.com

    https://orcid.org/0000-0002-8240-3588

  • Felipe Garcia Ribeiro, Universidade Federal de Pelotas

    Universidade Federal de Pelotas. E-mail: felipe.garcia.rs@gmail.com

Referencias

BORBA, M. F. Efeitos do Programa Primeira Infância Melhor sobre a proficiência em matemática e português de alunos do ciclo de alfabetização. 2018. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas.

BORGE, Tiril C. et al. The importance of maternal diet quality during pregnancy on cognitive and behavioural outcomes in children: A systematic review and meta-analysis. BMJ Open, v. 7, n. 9, p. 1–14, 2017. doi: 10.1136/bmjopen-2017-016777.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: guia para os profissionais de saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. v. 1.

CALLAWAY, Brantly; SANT’ANNA, Pedro H. C. Difference-in-Differences with multiple time periods. Journal of Econometrics, v. 225, n. 2, p. 200–230, 2021. doi: 10.1016/j.jeconom.2020.12.001.

COSTA, Rui et al. Youth Crime and Early Years Intervention: Evidence from Brazil. [S. l.], 2018.

CUNHA, Flavio; HECKMAN, James. The Technology of Skill Formation. American Economic Review, v. 97, n. 2, p. 31–47, 2007.

CURRIE, Janet. Early childhood education programs. Journal of Economic Perspectives, v. 15, n. 2, p. 213–238, 2001.

CURRIE, Janet; ALMOND, Douglas. Human capital development before age five. In: CARD, David; ASHENFELTER, Orley (ed.). Handbook of Labor Economics. Amsterdam: Elsevier, 2011. v. 4. p. 1315–1486.

FERGUSSON, David M. et al. Randomized Trial of the Early Start Program of Home Visitation: Parent and Family Outcomes. Pediatrics, v. 117, n. 3, p. 781–786, 2006.

FERNALD, Anne; MARCHMAN, Virginia A.; WEISLEDER, Adriana. SES diferences in language processing skill and vocabulary are evident at 18 months. Developmental Science, v. 16, n. 2, p. 234–248, 2013.

FUJIMOTO, Gaby; PERALTA, Victoria. La atención integral de la primera infância en América Latina: ejes centrales y los desafíos para el siglo XXI. Santiago de Chile, 1998.

GILMORE, John H.; KNICKMEYER, Rebecca C.; GAO, Wei. Imaging structural and functional brain development in early childhood. Nature Reviews Neuroscience, v. 19, n. 3, p. 123–137, 2018. doi: 10.1038/nrn.2018.1.

HANSON, Jamie L. et al. Behavioral Problems After Early Life Stress: Contributions of the Hippocampus and Amygdala. Biological Psychiatry, v. 77, n. 4, p. 314–323, 2015.

HECKMAN, James J. The economics, technology, and neuroscience of human capability formation. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, v. 104, n. 33, p. 13250–13255, 2007. doi: 10.1073/pnas.0701362104.

ICHIKAWA, Kayoko; FUJIWARA, Takeo; NAKAYAMA, Takeo. Effectiveness of home visits in pregnancy as a public health measure to improve birth outcomes. PLoS ONE, v. 10, n. 9, p. 1–13, 2015. doi: 10.1371/journal.pone.0137307.

ISSEL, L. Michele et al. A Review of Prenatal Home-Visiting Effectiveness for Improving Birth Outcomes. JOGNN – Journal of Obstetric, Gynecologic, and Neonatal Nursing, v. 40, n. 2, p. 157–165, 2011. doi: 10.1111/j.1552-6909.2011.01219.x.

KNUDSEN, Eric I. Sensitive Periods in the Development of the Brain and Behavior. Journal of Cognitive Neuroscience, v. 16, n. 8, p. 1412–1425, 2004.

MAHUMUD, Rashidul A.; SULTANA, Marufa; SARKER, Abdur R. Distribution and determinants of low birth weight in developing countries. Journal of Preventive Medicine and Public Health, v. 50, n. 1, p. 18, 2017.

MEGHEA, Cristian et al.Medicaid home visitation and maternal and infant care and health: A reassessment of program effectiveness. Michigan Journal of Public Health, v. 10, n. 1, 2020.

MESQUITA, Adriana; NISHIMURA, Fábio. Efeitos do Programa “Primeira Infância Melhor” sobre os casos de desnutrição infantil. In: ANPEC. Anais do 46º Encontro Nacional de Economia. Rio de Janeiro: [s. n.], 2018.

OLDS, David L. et al. Home Visiting by Paraprofessionals and by Nurses: A Randomized, Controlled Trial. Pediatrics, v. 110, n. 3, p. 486–496, 2002.

OLDS, David L. et al. Prenatal and Infancy Home Visitation by Nurses: Recent Findings. The Future of Children, v. 9, n. 1, p. 44, 1999.

PEIXOTO, Betânia et al. Avaliação econômica de projetos sociais. São Paulo: Fundação Itaú Social, 2012.

RIBEIRO, Felipe G. et al. An empirical assessment of the healthy early childhood program in Rio Grande do Sul state, Brazil. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 4, 2018. doi: 10.1590/0102-311x00027917.

RIBEIRO, Felipe G. et al. Avaliação de impactos sinérgicos entre o Programa Bolsa Família e o Programa Primeira Infância Melhor no Rio Grande do Sul. Planejamento e Políticas Públicas, n. 60, p. 235–263, 2022.

ROMAN, Leeanne et al. A statewide medicaid enhanced prenatal care program impact on birth outcomes. JAMA Pediatrics, v. 168, n. 3, p. 220–227, 2014. doi: 10.1001/jamapediatrics.2013.4347.

SISPIM. Sistema de Informações do Primeira Infância Melhor – Dados. [S. l.: s. n.], 2022. Disponível em: https://www.pim.saude.rs.gov.br/site/o-pim/dados/.

VERCH, Karine. Primeira Infância Melhor. Transformando a atenção aos primeiros anos de vida na América Latina: desafios e conquistas de uma política pública no sul do Brasil. [S. l.]: Banco Interamericano de Desenvolvimento, 2017. doi: 10.18235/0000814.

WINK JUNIOR, Marcos; NIQUITO, Thais W. Programas de Visitação Domiciliar e Desempenho Escolar: o caso do Primeira Infância Melhor. In: ANPEC. Anais do XXIII Encontro de Economia da Região Sul. Porto Alegre: [s. n.], 2020.

WINK JUNIOR, Marcos; RIBEIRO, Felipe G.; PAESE, Luis H. Z. Early childhood home-based programmes and school violence: evidence from Brazil. Development in Practice, v. 32, p. 133–143, 2022.

Publicado

2025-06-01

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Pires, P. H. A. F., Triaca, L. M., Trindade, C. S. da, & Ribeiro, F. G. (2025). Efeitos do Programa Primeira Infância Melhor sobre indicadores de pré-natal e neonatal. Economia Aplicada, 29(2), 217-243. https://doi.org/10.11606/1980-5330/ea207779

Datos de los fondos