Achatamento da curva de Phillips no Brasil após o regime de metas de inflação: evidências a partir de um modelo multirregional comparâmetros variantes no tempo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-53575632gfmp

Palavras-chave:

Curva de Phillips, Ancoragem de expectativas, Metas de inflação

Resumo

A literatura tem creditado o enfraquecimento da relação entre inflação e desemprego nas últimas três décadas a dois fatores: (i) a melhor ancoragem das expectativas de longo prazo após a adoção de metas de inflação; e (ii) a perda do poder de mercado de firmas e trabalhadores como consequência de alguma mudança estrutural, como a abertura comercial, promovida no mesmo período. O presente trabalho estende o modelo multirregional proposto por Hazell et al. (2020) de maneira a contemplar parâmetros variantes no tempo e resolve esse problema de identificação para o Brasil no período 1996-2019. Montaram-se séries regionais de desemprego e de inflação de itens não-comercializáveis. Constatou-se que a curva de Phillips brasileira existiu durante a maior parte do período, mas perdeu inclinação durante a transição de regime monetário. A principal consequência desses resultados diz respeito à política monetária. Com uma relação mais fraca entre desemprego e inflação, o Banco Central tem menos controle sobre a inflação por meio da redução da demanda agregada. Assim, o controle sobre as expectativas tem maior peso na condução da política monetária.

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Publicado

29-09-2026

Como Citar

Fernandes, G. dos S., & Portugal, M. S. (2026). Achatamento da curva de Phillips no Brasil após o regime de metas de inflação: evidências a partir de um modelo multirregional comparâmetros variantes no tempo. Estudos Econômicos (São Paulo), 56(3), e53575632. https://doi.org/10.1590/1980-53575632gfmp