Qualidade das amenidades urbanas: uma estimação da propensão marginal a pagar para as regiões metropolitanas do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-41612011000100003

Palavras-chave:

Índice de Qualidade das Amenidades, Ranking Qualidade de Vida Local, Abordagem Hedônica, Métodos de Escolha Discreta

Resumo

O artigo tem como objetivo principal obter evidências das preferências dos trabalhadores residentes das Regiões Metropolitanas (RMs) do Brasil pelo consumo das amenidades locais, em especial as de clima. Desta forma, com base no montante que os trabalhadores estão dispostos a pagar por esses atributos, as Regiões Metropolitanas são ordenadas com respeito à "qualidade" dos mesmos. A abordagem da escolha discreta, com base no método mixed logit, é aplicada para valorar as amenidades. A partir deste método foram relaxadas três hipóteses da abordagem tradicional hedônica: i) a hipótese do trabalhador representativo (TRAIN, 2003); ii) a hipótese de livre mobilidade dos trabalhadores (BAYER, 2006); e iii) a hipótese de que o pesquisador é capaz de observar todos os atributos importantes dos imóveis (VILLAS-BOAS e WINER, 1999). A análise é realizada para nove RMs Brasileiras: Belém; Fortaleza; Recife; Salvador; Belo Horizonte; Rio de Janeiro; São de Paulo; Curitiba; e Porto Alegre. Em resumo, os resultados sugerem que os consumidores têm preferências heterogêneas pelo consumo das amenidades locais, e que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em comparação com as demais, está melhor servida dos atributos locais considerados para a estimação do Índice de Qualidade das Amenidades (IQA).

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Publicado

30-03-2011

Edição

Seção

Não definida

Como Citar

Rocha, R. M., & Magalhães, A. M. (2011). Qualidade das amenidades urbanas: uma estimação da propensão marginal a pagar para as regiões metropolitanas do Brasil. Estudos Econômicos (São Paulo), 41(1), 59-90. https://doi.org/10.1590/S0101-41612011000100003