Acumulação de capital, restrição externa, hiato tecnológico e mudança estrutural: teoria e experiência brasileira

Autores

  • Marcos Tostes Lamonica Universidade Federal Fluminense. Departamento de Economia
  • José Luis da Costa Oreiro Universidade de Brasília. Departamento de Economia
  • Carmem Feijó Universidade Federal Fluminense. Departamento de Economia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-41612012000100006

Palavras-chave:

mudança estrutural, progresso tecnológico, industrialização, restrição externa

Resumo

Os períodos de crescimento acelerado da economia brasileira do pós-guerra até a década de 1970 foram constrangidos pela restrição externa. Propomos neste artigo um modelo baseado em Kaldor, em que estabelecemos uma relação entre acumulação de capital, hiato tecnológico e restrição externa ao crescimento de longo prazo para economias periféricas. A hipótese básica do modelo é que a acumulação de capital, sob certas condições, pode contornar a restrição externa ao crescimento dessas economias desde que o esforço de acumulação seja capaz de produzir uma mudança estrutural no sentido de aumentar a participação relativa dos setores mais dinâmicos do ponto de vista tecnológico. Essa mudança estrutural irá resultar em um aumento gradual da elasticidade-renda das exportações e numa redução da elasticidade-renda das importações, aumentando assim a taxa de crescimento do produto real que é compatível com o equilíbrio de longo prazo do balanço de pagamentos. Ilustramos ao final do artigo que a economia brasileira do pós-guerra até os anos 1970 apresentou uma elevada taxa de acumulação de capital, aprofundando o processo de substituição de importações, o que na nossa interpretação contribuiu para parcialmente permitir relaxar a restrição externa ao crescimento de longo prazo.

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Publicado

30-03-2012

Edição

Seção

Não definida

Como Citar

Lamonica, M. T., Oreiro, J. L. da C., & Feijó, C. (2012). Acumulação de capital, restrição externa, hiato tecnológico e mudança estrutural: teoria e experiência brasileira. Estudos Econômicos (São Paulo), 42(1), 151-182. https://doi.org/10.1590/S0101-41612012000100006