Incentivos à corrupção e à inação no serviço público: uma análise de desenho de mecanismos
DOI:
https://doi.org/10.1590/0101-416146142mbfPalavras-chave:
Gestão pública, Princípio da Legalidade, Gestão inovadora, CorrupçãoResumo
O artigo analisa os incentivos criados pelo marco legal brasileiro ao desempenho e inovação no funcionalismo público. Um modelo de teoria da decisão mostra que servidores de carreira tendem a não inovar em sua gestão para não serem acusados de comportamento ilegal, dado o Princípio Constitucional da Legalidade. Já os gestores temporários em cargos de comissão tendem a ser mais inovadores, sendo essa inovação em benefício da sociedade, no caso dos gestores com elevada consciência social, ou malefícios, no caso de gestores que se corrompem. Um estudo econométrico em painéis envolvendo os ministérios de 2002 a 2011 sugere haver maior evidência de corrupção em ministérios com maior percentual de cargos de confiança ocupados por gestores temporários. Uma análise de desenho de mecanismos mostra como o marco institucional pode ser alterado de forma a alinhar os incentivos dos gestores, induzindo a inovação geradora de bem-estar social e reduzindo a corrupção.
Downloads
Referências
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2016 Mauricio Soares Bugarin, Fernando Boarato Meneguin

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de artigo autoriza sua publicação e implica o compromisso de que o mesmo material não esteja sendo submetido a outro periódico.
A revista não paga direitos autorais aos autores dos artigos publicados.
Atualizado em 30/01/2026