Dicionários de James Curtius Hepburn e Wasaburô Ôtake: um pouco mais sobre os adjetivos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-7125.v0i36p10-28Palavras-chave:
W. Ôtake, J. C. Hepburn, Dicionários, Adjetivos, GramáticaResumo
Damos continuidade aos estudos sobre os dicionários de Wasaburô Ôtake (1872- 1994), um dos japoneses que estiveram no Brasil em anos anteriores ao início oficial da imigração japonesa. Chegou ao Rio de Janeiro em julho de 1890 e partiu de volta ao seu país em agosto de 1894. Neste artigo aprofundamos a análise de questões gramaticais presentes nos primeiros dicionários bilíngues que têm o japonês como língua de partida, dando ênfase ao tratamento dado pelos autores à classe de palavras que equivalem aos adjetivos. Como se sabe, os adjetivos e verbos do japonês, chamados respectivamente de keiyôshi/keiyôdôshi e dôshi na nomenclatura gramatical escolar, têm muitas características morfossintáticas em comum. O que chamou a atenção nos dicionários escolhidos nesta pesquisa – os dicionários de James Curtius Hepburn (1815-1911), publicados em 1867, 1872 e 1886, e o Wa po jiten (Ôtake 1925) –, foi a apresentação de diversas formas morfológicas dessas palavras, seja no lema, seja no interior dos verbetes. Ambos os autores mantêm a prevalecença dos keiyôshi e keiyôdôshi como palavras que desempenham a função de modificadores ou especificadores, mas fornecem também as formas assumidas por eles na função adverbial. Concluimos que, embora os dicionários forneçam os dados das formas gramaticais de maneira parcial – pois são apresentadas as formas adnominal (que é a mesma da forma final ou predicativa) e adverbial –, ao fazê-lo de forma sistemática auxiliam o consulente a entender uma das questões básicas da morfossintaxe japonesa.
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