Octavio Paz e a busca da presença
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9748.v4i1p71-85Palabras clave:
Presença, instante, presente, poesia, históriaResumen
Este texto visa a explorar a significação da noção de presente, presença e instante para Octavio Paz (1914-1998), poeta mexicano e ensaísta crítico. Em suas Obras Completas (1991), Paz nomeou o primeiro volume La casa da la presencia. Iniciamos este ensaio com uma exegese do título que, a nosso ver, é uma das muitas metáforas que o mexicano atribuiu à poesia e também uma importante chave de compreensão do seu pensamento. A poesia, manancial de sentidos e significados, seria, portanto, o local por excelência da experiência do presente: marcado por um alargamento sensorial e pela nietzschiana “eterna vivacidade”. Para Paz, o ser humano é tempo, em sua forma de ser e existir. Por estas razões, Paz pode ser considerado um autor que, na sua interpretação do contemporâneo, propõe uma visão de tempo que se coaduna à sua poética, a qual classificamos como uma poética do instante, uma vez que faz do instante poético o núcleo da experiência sensível, isto é, experiência estética da vivacidade e da transmutação do próprio tempo, bem como da história. Compreender o tempo em Paz implica em responder, também, à questão: seria o instante temporal evocado pela poesia um recorte sincrônico – entendido como justaposição – ou o poeta, em sua pretensão de totalidade, busca tor- nar a palavra uma unidade do absoluto? A nosso ver, a experiência da presençaguarda uma resposta para esse par tensionado, que exploramos neste ensaio, além de outras questões que constituem a experiência da presença, objetivo último do poeta.
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Referencias
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