A escrita ensaística como exercício de crítica feminista: ensaios de Gabriela Mistral e Alfonsina Storni.
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9748.v5i2p%25pPalabras clave:
ensaio latino-americano, Ginocrítica, tradição literária de autoria feminina, crítica literária de mulheres, feminismoResumen
Na alvorada do século XX, as mulheres buscavam ocupar um novo lugar nos âmbitos públicos, dentre os quais a literatura não ficou isenta. No Cone Sul, as escritoras desenvolveram várias estratégias para obter reconhecimento pelo seu labor literário e o ensaio tornou-se um dos espaços prediletos para levá-las a cabo. Em vistas disso, analisamos ensaios de Alfonsina Storni e Gabriela Mistral no intuito de reconhecer essas estratégias à luz da teoria Ginocrítica (Showalter, 1981), verificando de que forma os ensaios destas autoras podem ser considerados hoje uma prática feminista. As duas autoras, conhecidas principalmente como poetas, exploraram outros gêneros em prosa e seus ensaios são entendidos aqui em sentido amplo, como textos que levam em si marcas das contingências de sua formulação. Sendo assim, a análise do corpus deste artigo permite elucidar como cada autora, de acordo com seus interesses e estilos, levou adiante um verdadeiro exercício crítico sobre a literatura escrita por mulheres, assim como também as duas escritoras foram capazes de inquirir sobre o silenciamento da autoria feminina e de estabelecer uma tradição no continente.
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