Hay que poner huevos y escribir: reflexões sobre a relação corpo-futebol em alguns autores latino-americanos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9748.v5i2p%25pPalabras clave:
Literatura, Futebol, Corpo, Torcida, ErotismoResumen
Este artigo propõe realizar ponderações sobre a relação entre corpo e futebol em diversos textos publicados por autores latino-americanos. Alguns dos eixos que guiam este artigo são: Contágio entre pessoas, povo e massa, violência, dança e erotismo. A experiência do futebol não é apenas sobre o jogo em si, mas avança em direção à criação de comunidades e à expressão de energias vitais que conectam os indivíduos em nível visceral, emocional e que, acaba encontrando, na literatura, um lugar de representação assentado sobre o corpo. A tematização do jogo no âmbito literário, muitas vezes, encontra um umbral comum de referenciação sexual e erótica. É nesse contexto que o artigo busca vincular textos de autores latino-americanos de diferentes países e épocas, como Oswald, Tarsila, Juan Parra del Riego, Bernardo Canal Feijóo, Thomaz Mazzoni, Roberto Fontanarrosa, Pedro Lemebel a postulados teóricos de figuras como Georges Bataille e Jorge Luís Borges. Se aqueles souberam enquadrar, em diferentes gêneros literários, o futebol, estes - nos textos aqui mobilizados - refletiram acerca do erotismo, mais detidamente sobre a liberação do interdito ligado à morte, pontos que justificam a aproximação corpo-futebol-erotismo e que revelam a natureza profunda e transcendental do fenômeno futebolístico trabalhado na literatura.
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