A NOVA MORALIDADE DE HOBBES
O Leviatã e a modernidade a partir de Leo Strauss e Michael Oakeshott
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2025.228257Palavras-chave:
Leo Strauss, Leviatã, Michael Oakeshott, modernidade, Thomas HobbesResumo
O objetivo do presente artigo é comparar as interpretações que Leo Strauss e Michael Oakeshott fazem da modernidade e, mais especifi-camente, do papel que Thomas Hobbes e seu Leviatã desempenham nesse período. O texto seguirá em quatro partes: 1. A avaliação crítica de Strauss sobre o período moderno; 2. A concepção da modernidade como aparece na obra de Oakeshott; 3. O papel de Hobbes na mudança de paradigma da modernidade em Strauss; 4. A particular posição de Oakeshott sobre Hobbes e sua obra. Ambos os autores colocam Hobbes como fundamento central do pensamento político moderno, mas conferindo à sua obra e à modernidade em geral um juízo de valor distinto. O Hobbes oakeshottiano é um aliado que defende uma modernidade cética e autônoma. Já o Hobbes straussiano é um oponente que transfigurou a filosofia política clássica. O contraste entre as respectivas posições sobre a modernidade, ainda que haja uma convergência sobre o papel de Hobbes, revelará duas possíveis alter-nativas de interpretar o período moderno, tal como aparecem na filosofia política do século XX.
Downloads
Referências
Arendt, H. (2012). Origens do Totalitarismo: Antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras.
Espada, J.C. (2019). Liberdade como Tradição. Campinas: Távola Editorial.
Franco, P. (1975). Foreword. In: Oaleshott, M. Hobbes on Civil Association. Indianapolis: Liberty Fund.
Galston, W. (2009). Leo Strauss’s Qualified Embrace of Liberal Democracy. In: Smith, S. (ed.). The Cambridge Companion to Leo Strauss. Cambridge University Press.
Gerencser, S. (2000). The Skeptic’s Oakeshott. New York: St. Martin’s Press.
Hobbes, T. (2003). Leviathan. Cambridge: University Press.
Lilla, M. (2016). The Shipwrecked Mind: on political reaction. New York Review Books.
Mcallister, T. (2017). Revolta contra a Modernidade: Leo Strauss, Eric Voegelin e a busca por uma ordem pós-liberal. São Paulo: É Realizações.
McIlwain, D. (2019). Michael Oakeshott and Leo Strauss: the politics of renaissance and enlightenment. Palgrave Macmillan.
Meier, H. (2006). Carl Schmitt and Leo Strauss: the hidden dialogue. Chicago: University of Chicago Press.
Nash, G. (2006). The Conservative Intellectual Movement in America since 1945. Wilmington: ISI Books.
Oakeshott, M. (1975). Hobbes on Civil Association. Indianapolis: Liberty Fund.
___________. (2003a). On Human Conduct. New York: Oxford University Press.
___________. (1991). Rationalism in Politics and other essays. Indianapolis: Liberty Fund.
___________. (2003b). Sobre a História e outros ensaios. Rio de Janeiro: Topbooks.
___________. (2007). Thomas Hobbes. In: Oakeshott, M. The Concept of a Philosophical Jurisprudence. Digital version, Andrews UK Limited.
Ortega y Gasset, J. (2010). La Rebelión de las Masas. Ciudad de México: La Guillotina.
Saravia, Gregorio (2011). Thomas Hobbes y la Filosofía Política Contemporánea: Carl Schmitt, Leo Strauss y Norberto Bobbio. Madrid: Dickinson
Strauss, L. (1989a). An Introduction to Political Philosophy: ten essays. Detroit: Wayne State University Press.
___________. (1965). Natural Right and History. The University of Chicago Press.
___________. (1952). The Political Philosophy of Hobbes. University of Chicago Press.
___________. (1989b). The Rebirth of Classical Political Philosophy: an introduction to the thought of Leo Strauss. Chicago: The University of Chicago Press.
Tanguay, Daniel. (2003). Leo Strauss: une bibliographie intellectuelle. Ottawa: Éditions Grasset & Fasquelle
Tregenza, Ian (2003). Michael Oakeshott on Hobbes: a study in the renewal of philosophical ideas. Exeter: Imprint Academic.
Tuck, R. (2003). Introduction. In: Hobbes, T. Leviathan. Cambridge: University Press.
Voegelin, E. (1987). The New Science of Politics: an introduction. Chicago: University of Chicago Press.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Theo M. Villaça

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
b. Authors are authorized to take on additional contracts separately, to non-exclusive distribution of the article published in this journal (ex.: to publish in institutional repository or as part of a book), with an acknowledgment of its initial publication in this journal.