Pequena semiótica da memória
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.155057Palavras-chave:
Gramática tensiva, Campo de presença, Memória, Discurso autobiográficoResumo
A partir das contribuições da gramática tensiva, proposta por Jacques Fontanille e Claude Zilberberg, o artigo examina a produtividade das noções de campo de presença e acontecimento para o estudo dos discursos autobiográficos. Com essa finalidade, observa os possíveis entrelaçamentos entre memória e percepção em Pequenas memórias (2006), de José Saramago, e retoma as noções de memória do acontecido e memória-acontecimento, desenvolvidas em trabalhos anteriores, para explicar as gradações do impacto da obra sobre o enunciatário (leitor pressuposto). Enquanto a memória do acontecido privilegia a legibilidade do texto, produzindo sobre o enunciatário o efeito de distanciamento e conforto; a memória-acontecimento captura-o por meio do impacto.
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