A prosódia em uma prática esperada

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2026.241538

Palavras-chave:

Semiótica discursiva, Discurso religioso, Novena, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Resumo

Tatit (2019), ao tratar sobre a semiótica tensiva, em consonância com a proposta de Zilberberg (2011, 2001 – em coautoria com Fontanille), traz premissas sobre a ocorrência de prosodização na canção, isto é, a ocorrência de acentos e inacentos no ritmo e andamento da enunciação cancional, esse estudo é complementado em outro texto do autor (Tatit, 2024a). Diante dessa premissa, ao tomarmos uma prática religiosa como objeto de análise, foi possível identificar, após desconfiança empírica e o exame analítico, a alternância de maior e de menor intensidade no andamento de um rito religioso. O objeto em questão é a Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Azevedo, 2024). Tal constatação se deu tendo em vista de a Novena ser, em primeira instância, um todo de sentido constituído por enunciados/partes variados/variadas, em distintos gêneros do discurso religioso: oração, invocação, bênção e consagração. A partir disso, considerando a totalidade da Novena, este estudo concluiu que, tal como previsto por Tatit frente à canção, a prosódia, a partir da distinção das partes, ocorre, também, em práticas de ação programada, o que prova a realização prosódica também em situações extensivas

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Biografia do Autor

  • Renan Ramires de Azevedo, Universidade de São Paulo

    Doutorando em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2026-04-30

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Artigos

Como Citar

Azevedo, R. R. de. (2026). A prosódia em uma prática esperada. Estudos Semióticos, 22(1), 110-123. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2026.241538