Ilusão, criatividade e paradoxo: pré-condições para a capacidade de brincar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v27i2p204-216

Palavras-chave:

brincar, criatividade, ilusão, paradoxo

Resumo

Inscrevendo-se de maneira singular na tradição psicanalítica, Winnicott estabelece uma situação de observação padronizada de bebês em que o brincar surge como critério diagnóstico e terapêutico para o desenvolvimento infantil. Esta observação passa a operar como uma matriz do pensamento winnicottiano, a partir da qual será elaborada a teoria do desenvolvimento emocional primitivo. O presente artigo busca destacar quais seriam as precondições para o desenvolvimento da capacidade de brincar do bebê humano, identificando alguns pontos de continuidade e inflexão com relação à teorização freudo-kleiniana sobre o brincar e o desenvolvimento emocional da criança: as relações entre a critividade, ilusão e o paradoxo.

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Biografia do Autor

  • Marilia Velano, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia

    Psicóloga e psicanalista. Doutora em Psicología pela Universidade de São Paulo, Professora do Departamento de Psicanálise com Criança do Instituto Sedes Sapientiae, São Paulo, SP, Brasil.

     

     

     

     

  • Leopoldo Fulgencio, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia

    Professor Livre Docente do Instituto de Psicología da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2022-08-31

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Velano, M. ., & Fulgencio, L. (2022). Ilusão, criatividade e paradoxo: pré-condições para a capacidade de brincar. Estilos Da Clinica, 27(2), 204-216. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v27i2p204-216