Crianças impecáveis, subjetividades exaustas: ideal de desempenho e medicalização das infâncias submetidas ao alto rendimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i2p218-229

Palavras-chave:

desempenho escolar, supereu, medicalização

Resumo

Fundamentando-se na articulação entre medicalização, imperativo de desempenho e ideais de excelência, examina-se neste artigo a produção de sofrimento psíquico em crianças e adolescentes inseridos em contextos escolares de alto rendimento. Em diálogo com a literatura crítica sobre medicalização da infância e da educação, bem como com estudos sobre alta performance escolar, argumenta-se que a difusão de diagnósticos como TDAH, transtornos ansiosos e depressivos se inscreve em uma economia superegóica de gozo e exaustão. À luz de Freud, Lacan e seus comentadores, discute-se o lugar do supereu, do ideal do eu e do objeto a na configuração de “infâncias impecáveis”. Por fim, delineiam-se implicações para a direção do tratamento psicanalítico com crianças e adolescentes em cenários de hiperperformance acadêmica.

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Biografia do Autor

  • Mariana Kehl, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Docente do Departamento de Teorias e Práticas Clínicas da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2026-08-30

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Kehl, M. (2026). Crianças impecáveis, subjetividades exaustas: ideal de desempenho e medicalização das infâncias submetidas ao alto rendimento. Estilos Da Clinica, 31(2), 218-229. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i2p218-229