¿El profesor inclusivo existe?
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i1p159-173Palabras clave:
Educación inclusiva, professor inclusivo , formación de professores , acto inclusivo , psicoanálisisResumen
Este artículo busca abordar la figura del profesor inclusivo como un personaje que surgió con la constitución de la educación inclusiva en Brasil. A partir de 1999, las escuelas brasileñas comenzaron a recibir alumnos con discapacidades, siguiendo las orientaciones de la Constitución Brasileña de 1988, la Declaración de Salamanca de 1994 y la Ley de Directrices y Bases de 1996. Con ello, los educadores tuvieron que buscar formación para recibir a alumnos no tan comunes en sus aulas. En este texto, como el título sugiere, se pretende cuestionar de qué existencia se trata cuando se habla de la figura del profesor inclusivo. Y, partiendo de la premisa de que este existe, se busca comprender cómo es su existencia. Para ello, se realizó un estudio teórico con autores de la educación y el psicoanálisis para tratar las características que el discurso pedagógico enfatiza que un educador debe tener; cómo las cuestiones éticas y técnicas pueden definir estas características; y qué desafíos e impasses pueden dificultar la tarea de incluir a un alumno no tan común. Además, se presenta una propuesta basada en el discurso psicoanalítico para reflexionar sobre la posibilidad de la existencia de este educador. De esta forma, como resultado, se desliza de ciertas imposiciones producidas por el discurso pedagógico, como características a priori que este educador debería tener para existir como inclusivo, hacia la idea de que el acto educativo permite que cualquier profesor pueda incluir a su alumno. A partir de la conocida frase de Freud sobre lo imposible de la educación, junto con las ideas de otros autores como Lacan y Voltolini, se consideran las paradojas de la inclusión y exclusión escolar como una continuidad representada por la banda de Möbius. La inclusión escolar es moebiana, y la existencia del profesor inclusivo se da en el acto, considerándolo como una figura no-toda inclusiva.
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