El lugar de la infancia hoy: diagnósticación en tiempos anónimos.
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p222-231Palabras clave:
infancia, autoridad, anonimato, educación, saludResumen
En este artículo, discutimos el cambio operado en la modernidad, que, al mismo tiempo que crea la noción de infancia, realiza un giro discursivo en la posición subjetiva de adultos y niños. Deriva de esta alteración que los adultos, sobre todo en la actualidad, parecen no poder hablar con los niños y sobre ellos desde una posición subjetiva no anónima, es decir, desde un lugar de autoridad, tal como se comprende en el pensamiento psicoanalítico y arendtiano. La dificultad para sostener esta asimetría estructural lleva a la necesidad, cada vez mayor, de respaldar el decir y el hacer junto a los niños en diagnósticos, algo bastante marcado en el ámbito de la educación y la salud. Al final, presentamos brevemente algunas experiencias que se distancian de esta regularidad y nos inspiran a pensar en otras formas de implicarnos en la vida junto a los demás.
Descargas
Referencias
American psychiatric association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5. 5. ed. Arlington, VA: American Psychiatric Publishing
Arendt, H. (2004). Responsabilidade e julgamento (R. Eichenberg, trad.). São Paulo: Cia das Letras.
Arendt, H. (2016). A crise na educação. In H. Arendt, Entre o passado e o futuro (pp. 221-247). São Paulo: Perspectiva, (Trabalho original publicado em 1954).
Ariés, P. (1986). História social da criança e da família (D. Flaksman, trad.). Rio de Janeiro: Guanabara.
Bernardino, L. (2015). O psicanalista e as psicopatologias da infância. In M. Kamers; R. M. M. Mariotto; & R. Voltolini (Orgs.), Por uma nova psicopatologia da infância e adolescência. São Paulo: Escuta.
Charlot, B. (2020). Educação ou barbárie. São Paulo: Cortez Editora.
Fanizzi, C. (2023). O sofrimento docente: apenas aqueles que agem podem também sofrer. São Paulo: Ed. Contexto.
Fanizzi, C. (2024/set.) Sobre palavras, dignidade e educação. Cosmopolita. IPEP. Disponível em cosmopolita.ipep-psicanalise.com.br/uncategorized/26/09/2024/
Freud, S. (2010). Introdução ao narcisismo. In S. Freud, Obras Completas (Vol.12). São Paulo: Cia das Letras (Trabalho original publicado em 1914).
Freud, S. (2014). Inibição, sintoma e angústia. In S. Freud, Obras Completas (Vol.17). São Paulo: CIA das Letras (Trabalho original publicado em 1926).
Freud, S. (2010). Por que a guerra. Carta a Einsten. In S. Freud, O mal-estar na civilização, novas conferências introdutórias e outros textos. São Paulo: Cia das Letras (Trabalho original publicado em 1932).
Lajonquière, L. (2009). Infância e ilusão psicopedagógica. Petrópolis: Ed. Vozes (Trabalho original publicado em 1999).
Lebrun, J-P. (2010). O mal-estar na subjetivação. Porto Alegre: Ed. CMC.
Lévi-Strauss, C. (2008). A eficácia simbólica. In C. Lévi-Strauss, Antropologia Estrutural (B. P. Moisés, trad.). São Paulo: CosacNaify (Trabalho original publicado em 1958).
Sica, M. (2021). Uma experiência em Bonneuil: notas para pensar a inclusão. In J. Rosado; & M. Pessoa (Orgs.), Abelhas não fazem fofoca: estudos psicanalíticos no campo da educação. São Paulo: Instituto Langage.
Silva, M. L. (2007). A constituição da Escola Bosque como centro de referência em educação ambiental. In Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente. Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação ambiental na escola. Ministério da Educação. Disponível em: https://portal.educacao.rs.gov.br/Portals/1/Files/2186.pdf#page=116
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Mariana Sica

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
O envio dos manuscritos deverá ser acompanhado de Carta à Comissão Executiva solicitando a publicação. Na carta, o(s) autor(es) deve(m) informar eventuais conflitos de interesse - profissionais, financeiros e benefícios diretos ou indiretos - que possam vir a influenciar os resultados da pesquisa. Devem, ainda, revelar as fontes de financiamento envolvidas no trabalho, bem como garantir a privacidade e o anonimato das pessoas envolvidas. Portanto, o(s) autor(es) deve(m) informar os procedimentos da aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética da instituição do(s) pesquisador(es) com o número do parecer.
O material deve ser acompanhado também de uma Declaração de Direito Autoral assinada por todo(s) o(s) autor(es) atestando o ineditismo do trabalho, conforme o seguinte modelo:
Eu, Rinaldo Voltolini, concedo à revista o direito de primeira publicação e declaro que o artigo intitulado Sobre uma política de acolhimento de professores em situação de inclusão, apresentado para publicação na revista Estilos da Clínica, não foi publicado ou apresentado para avaliação e publicação em nenhuma outra revista ou livro, sendo, portanto, original.