Los cortes en la piel como pedido de auxilio: una lectura psicoanalítica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i1p60-69Palabras clave:
autolesión, adolescencia, psicoanálisisResumen
El artículo analiza la autolesión en adolescentes como un intento de aliviar los excesos pulsionales y el sufrimiento no simbolizado. Basado en Freud, Winnicott y Anzieu, concibe la piel como frontera entre el yo y el mundo, superficie de inscripción del trauma y del dolor. El corte, lejos de ser un acto meramente destructivo, se interpreta como un pedido y una tentativa de supervivencia psíquica, un grito silencioso que transforma la angustia difusa en dolor localizado. Aunque precaria, la autolesión representa una búsqueda de sentido, una comunicación de lo indecible y un esfuerzo por contener el colapso subjetivo a través del cuerpo.
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