La psychanalyse dans les institutions pour enfants et adolescents: l'histoire et ses impasses

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i1p52-67

Mots-clés :

histoire de la psychanalyse, mémoire, institutions, psychanalyse infantile

Résumé

Le manuscrit vise à réfléchir sur la présence de la Psychanalyse dans les politiques publiques pour l'enfance et l'adolescence au Brésil. Nous commençons par examiner des expériences de participation sociale de la psychanalyse avec des enfants dans différents contextes: la pratique des foyers pour enfants en Russie bolchévique; l'éducation collective dans les kibboutzim et l'expérience française des Maisons Vertes. En mettant en lumière les impasses rencontrés par ces différentes expériences et l'histoire des pratiques psychanalytiques dans le contexte social, nous voyons apparaître les ruptures qui entraînent des discontinuités, notamment en ce qui concerne l'intégration de la psychanalyse infantile au Brésil. Il est conclu que la perspective de récupération de la mémoire historique et sociale fournit des éclairages importants pour réfléchir à la pratique psychanalytique actuelle dans le pays et souligne notre responsabilité de soutenir la relation entre la Psychanalyse et ses implications politiques.

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Biographies des auteurs

  • Laura Resende Moreira, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

    Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), São João del-Rei, MG, Brasil.

  • Fuad Kyrillos Neto, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

    Docente do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), São João del-Rei, MG, Brasil. 

     

     

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Publiée

2025-05-01

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Comment citer

Moreira, L. R., & Kyrillos Neto, F. . (2025). La psychanalyse dans les institutions pour enfants et adolescents: l’histoire et ses impasses. Styles De La Clinique. Revue Sur Les Vicissitudes De l’enfance, 30(1), 52-67. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i1p52-67