Les coupures sur la peau comme appel au secours : une lecture psychanalytique
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i1p%25pMots-clés :
automutilation, adolescence, psychanalyseRésumé
Cet article propose de réfléchir au phénomène de l’automutilation à partir de l’écoute psychanalytique, en mettant l’accent sur le signifiant « soulagement », souvent mentionné par les adolescents lorsqu’ils parlent de l’acte de se couper. Le concept de soulagement est abordé à la lumière de la théorie freudienne de la décharge de l’excitation neuronale, telle qu’elle apparaît dans le Projet pour une psychologie scientifique (1895), contribuant à une compréhension énergétique du fonctionnement de l’appareil psychique. Que signifie l’expression soulagement dans ce contexte ? Suivre cette question permet de penser l’automutilation non seulement comme un acte destructeur, mais aussi comme une tentative de décharge d’un excès d’excitation psychique face à l’angoisse et, surtout, comme un appel au secours crypté.
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