Autisme et limites du langage: perspectives pour une nouvelle approche clinique

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i2p%25p

Mots-clés :

langage, Jacques Lacan, psychanalyse, autisme, Fernand Deligny

Résumé

Cet article analyse la centralité du régime des signifiants dans la constitution du sujet chez Jacques Lacan, en l’articulant avec l’idée d’inconscient structuré comme un langage. Si Lacan redéfinit l’humain comme un être parlé, effet de la chaîne signifiante et de l’inscription symbolique, cette conception trouve son point de tension le plus marqué face à des existences dont le rapport à l’Autre et au langage revêt une configuration singulière, comme chez les enfants autistes suivis par Fernand Deligny dans les Cévennes. L’hypothèse défendue ici n’est pas que la psychanalyse ignore cette singularité, mais qu’elle continue à la penser à partir de la problématique de l’inscription symbolique, tandis que Deligny déplace le besoin même de cette hypothèse, la remplaçant par les traces des mouvements singuliers des corps en relation, leurs lignes et leurs affects.

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Biographie de l'auteur

  • Carlos Henrique Machado, Universidade Estadual de Maringá

    Doutor em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), Portugal. Pós-Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil.

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Publiée

2026-08-30

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Comment citer

Machado, C. H. (2026). Autisme et limites du langage: perspectives pour une nouvelle approche clinique. Styles De La Clinique. Revue Sur Les Vicissitudes De l’enfance, 31(2), 169-183. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i2p%p