O mal-estar na Justiça: entre demanda e desejo

Autori

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p354-363

Parole chiave:

desejo, conflito, infância, família, justiça

Abstract

O presente artigo aborda a contribuição da Psicanálise junto à Justiça. Do ponto de vista metodológico, trata-se de um trabalho interdisciplinar que articula fundamentos teóricos com casos práticos atendidos. Conflitos familiares são analisados, especialmente no que se refere ao lugar da criança, diante do mal-estar de seus pais. As famílias, na esfera judicial, passam a viver, a partir de laços parentais judicializados, nos quais a palavra fica desgastada e dominada por procedimentos judiciais. Crianças e adolescentes são submetidos aos restos conjugais não resolvidos dos seus genitores, tornando-se objetos nessa dinâmica familiar. Conclui-se que não cabe à Justiça instituir funções parentais, no entanto, pela via da Psicanálise, é possível tocar na singularidade dos sujeitos que se apresentam, fazendo advir o sujeito do inconsciente em consonância com o sujeito de direitos.

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Biografia autore

  • Cássia Maria Rosato, Centro Universitário Max Planck

    Psicóloga Judiciária do Tribunal de Justiça de São Paulo. Professora no Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Indaiatuba, SP, Brasil. 

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Pubblicato

2025-08-31

Fascicolo

Sezione

Experiência Institucional

Come citare

Rosato, C. M. (2025). O mal-estar na Justiça: entre demanda e desejo. Stili Della Clinica. Rivista Sui Destini dell’infanzia, 30(2), 354-363. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p354-363