Do brincar sensorial do bebê à ritmicidade estereotipada da criança autista: quando a construção do eu corporal falha
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v31i1p%25pParole chiave:
eu corporal, autismo, intervenção precoce, brincar sensorial, estereotipiaAbstract
O presente artigo traz um breve panorama das contribuições de diferentes psicanalistas que abordam a importância do papel das experiências sensoriais no processo constitutivo do psiquismo da criança. Parte-se da ideia de que o brincar sensorial do bebê serviria de matéria-prima para a construção do simbolismo primário e para a construção do eu corporal da criança. Pesquisas como a do projeto PILE (Programa Internacional pela Linguagem da Criança) apresentaram resultados que sinalizam que haveria um impacto no processo subjetivo dos bebês quando estes são privados desse brincar precoce, comprometendo, assim, a construção de um envelope corporal capaz de abarcar e organizar os diferentes fluxos sensoriais nos tempos iniciais de vida. As crianças autistas expressam as falhas desse eu corporal quando buscam, de forma contínua, experiências autossensoriais, como um meio de amenizar suas angústias arcaicas. Os desenvolvimentos teórico-clínicos aqui apresentados ilustram a importância de pensar que as estereotipias e a busca incessante de experiências que sinalizam a necessidade de apoios sensoriais, por parte da criança autista, teriam uma finalidade específica no processo da retomada da construção do eu corporal da criança e, portanto, não devem ser tomadas como meras descargas sensórias.
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