Modulações discursivas do MST: uma análise da homepage do movimento, de 2002 a 2018
DOI:
https://doi.org/10.11606/extraprensa2026.237541Palavras-chave:
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra , Análise de discurso, Identidade coletiva, Eleições, Reforma agrária popularResumo
Este estudo tem como objetivo analisar as modulações discursivas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de 2002 a 2018, tendo como marcos os anos eleitorais no Brasil, compreendendo as características e transformações do discurso do MST em momentos críticos do cenário político. Utilizando a ferramenta Wayback Machine, analisamos as principais matérias da homepage do site do MST nos anos de eleição presidencial: 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018. Os dados foram interpretados por meio da Análise de Discurso, com base nos trabalhos de Orlandi (2015) e Fernandes e Sá (2021). Os resultados indicam que não há uma relação intrínseca entre o discurso do MST, o contexto histórico e as dinâmicas ideológicas de cada período. No entanto, as estratégias discursivas são polissêmicas, reafirmam a identidade coletiva do movimento e se modulam na tentativa de aproximação da sociedade civil.
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