La Ley de Amnistía y los crímenes de la dictadura cívico-militar en los discursos mediáticos
DOI:
https://doi.org/10.11606/extraprensa2025.238438Palabras clave:
Comisión Nacional de la Verdad, Silencio, Medios de comunicación y dictaduraResumen
Este texto aborda la dictadura cívico-militar (1964-1985), la Comisión Nacional de la Verdad (CNV) (2012-2014) y la Ley de Amnistía (1979), a partir del discurso de los periódicos Folha de S.Paulo, O Globo y Estadão. La falta de castigo a los responsables de los golpes de Estado y los actos antidemocráticos ocurridos en el país en las últimas décadas sigue siendo una amenaza para la democracia. Considerando este escenario, se construyó un corpus a partir de textos publicados en estos periódicos, que se analizaron para identificar marcadores discursivos, significados y silenciamientos. Optamos por utilizar el Análisis del Discurso (AD) francés como marco teórico y metodológico, con énfasis en el concepto de silenciamiento. Identificamos que la memoria oficial y los significados que los militares buscan dar al período en que gobernaron el país se sustentan en los periódicos. De esta manera, los periódicos contribuyen a silenciar la dictadura cívico-militar y sus consecuencias para el proceso democrático.
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