A Alétheia de Heidegger: uma noção de verdade conflitual e trágica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v30i3p23-40Palabras clave:
Alétheia, Heidegger, Conflito, Trágico, DialéticaResumen
O objetivo deste trabalho é analisar qual tipo de conflito está envolvido na noção grega de verdade, alétheia, apropriada por Heidegger, e que possui em sua etimologia a oposição entre velamento e desvelamento. Para isso, utilizamos uma abordagem histórico-filosófica, bem como uma análise da interpretação heideggeriana sobre a alétheia contida no seminário Parmênides. No percurso, diferenciamos pontualmente um conflito do tipo aletéico do conflito dialético hegeliano. Sustentamos que o conflito envolvido na alétheia heideggeriana pode ser lido como um conflito trágico, próximo de sua origem grega, que o diferencia da lógica da contradição pertencente à metafísica moderna.
Descargas
Referencias
Detienne, M. (2003) Os mestres da verdade na Grécia Arcaica. Andréa Daher (trad.). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Ferreira, A. (2012) “A fenomenologia heideggeriana e a construção tridimensional da verdade”. In: Wu, R; Reichert, C (Orgs). A obra inédita de Heidegger. São Paulo: LiberArs.
Guimarães, D. M. (2019) Verdade e historicidade em Heidegger: continuidades e rupturas (Tese de doutorado). Universidade Federal de São Paulo, São Paulo.
Heidegger, M. (1969) Introdução à metafísica. Emmanuel Carneiro Leão (trad.). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.
Heidegger, M. (1979) “A essência da verdade”. In Heidegger, M. Conferências e escritos filosóficos. Ernildo Stein (trad.). São Paulo: Abril cultural.
Heidegger, M. (1998) “A sentença de Anaximandro”. In: HEIDEGGER, M. Caminhos de floresta. Irene Borges-Duarte e Filipa Pedroso (trad.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Heidegger, M. (2008) Parmênides. Sérgio Mário Wrublevski (trad.). Petrópolis: Vozes, Bragança Paulista.
Heidegger, M. (2010) Meditação. Marco Antônio Casanova (trad.). Rio de Janeiro: Vozes.
Hölderlin, F. (2020) Fragmentos de poética e estética. Ulisses Razzante Vaccari (trad.). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
Hyppolite, J. (1970) Introducción a la filosofía de la historia de Hegel. Alberto Drazul (trad.). Buenos Aires: Ediciones Calden.
Schürmann, R. (1999). “Ultimate Double Binds”. In Risser, J. Heidegger Toward the Turn: Essays on the Work of the 1930s (pp. 243-267). Albany: Suny Press.
Sófocles. (2000) AIAS. Flávio Ribeiro de Oliveira (trad.). São Paulo, Iluminuras.
Stein, E. (2008) Sobre a verdade. Lições preliminares ao parágrafo 44 de Ser e Tempo. Minas Gerais: Unijuí.
Szondi, P. (2004). Ensaio sobre o trágico. Pedro Süssekind (trad.). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Taminiaux, J. (1995) Le Théâtre des philosophes: La tragédie, l’être, l’action. Grenoble: Jérôme Millon.
Wright, K. (1999) “Heidegger on Hegel’s Antigone: the memory of gender and the forgetfulness of the ethical difference”. In: Comay, R; McCumber, J. Endings: questions of memory in Hegel and Heidegger. Illinois: Northwestern University Press.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Marina Coelho

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-SinDerivadas 4.0.
As informações e conceitos emitidos em textos são de absoluta responsabilidade de seus autores.
Todos os artigos anteriores a 5 de julho de 2018 e posteriores a julho de 2021 estão licenciados sob uma licença CC BY-NC-ND, exceto os publicados entre as datas mencionadas, que estão sob a licença CC BY-NC-SA. A permissão para tradução por terceiros do material publicado sob a licença CC BY-NC-ND poderá ser obtida com o consentimento do autor ou autora.
Políticas de acesso aberto - Diadorim