Meu caminho para Heidegger. Ou: a metafísica e o apelo da questão do ser
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v23i2p53-66Palavras-chave:
Kant, Nietzsche, Heidegger, metafísica, ontologiaResumo
Este artigo retraça um caminho de pesquisa na filosofia alemã, o qual passa por Kant, Nietzsche e, depois de um desvio pela controvérsia entre Habermas e Dieter Henrich nos anos 1980, desemboca em Heidegger. O foco da reflexão é a questão da metafísica, ou, mais especificamente, o modo como o problema da metafísica é enfrentado por cada um desses autores. Se, em Kant, a metafísica deixa de ser um discurso sobre objetos e passa a tratar de ideias (as quais, em todo caso, podem ainda ser objetos de crença), em Nietzsche ela seria, enquanto cosmologia, concebida por oposição à visão cristã de mundo, mas também sem afirmar objetos propriamente ditos. O assunto é retomado na cena contemporânea por Dieter Henrich, que se contrapõe à ideia habermasiana de um pensamento pós-metafísico e aponta para a necessidade de reavivar o campo da metafísica em linha com o que alguns autores teriam feito no século XX - notadamente Martin Heidegger, para quem a ontologia demanda uma nova linguagem, capaz de exprimir o ser enquanto tal.
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