Pessoalidade e impessoalidade verbais: do esse ao “haver” com noção existencial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v23i1p89-103

Palavras-chave:

Linguística histórica, História da língua portuguesa, Língua latina, Mudança linguística, Impessoalidade do verbo haver

Resumo

Trata-se aqui de um estudo diacrônico morfossintático-léxico-semântico, cuja temática geral diz respeito à pessoalidade e à impessoalidade verbais, a partir de pesquisa bibliográfica que recorre a fontes de dados constituídas por artigos, dicionários e livros dedicados à abordagem de temas caros à Linguística Histórica, à História da Língua Portuguesa e à Língua Latina. O objetivo deste trabalho é investigar, a partir das teorias apresentadas, o comportamento da pessoalidade do verbo esse, cujo sentido possível é a acepção de “existir”, e a pessoalidade do habere (haver) no latim clássico, contrastando a pessoalidade desta forma verbal com a impessoalidade do “haver” existencial no português. Ao fim, conclui-se que a impessoalização do verbo “haver” com noção existencial na língua portuguesa deve-se à confusão entre os casos latinos nominativo e ablativo durante o processo de mudança linguística.

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Biografia do Autor

  • Thiago Soares de Oliveira, Instituto Federal Fluminense, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil

    Doutorando e Mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Professor da Licenciatura em Letras e da Especialização em Literatura, Memória Cultura e Sociedade do Instituto Federal Fluminense.

Referências

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Publicado

2021-09-30

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Carvalho, S. J. da S. ., & Oliveira, T. S. de. (2021). Pessoalidade e impessoalidade verbais: do esse ao “haver” com noção existencial. Filologia E Linguística Portuguesa, 23(1), 89-103. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v23i1p89-103