‘Obra Nova de Língua Geral de Mina’ (1741): um exemplo do continuum epilinguístico-metalinguístico

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v28i1%25p

Palavras-chave:

Língua Geral de Mina, Conhecimento metalinguístico, Conhecimento epilinguístico, Linguística popular, Línguas gbe

Resumo

Este artigo discute a natureza do documento ‘Obra Nova de Lingoa Geral de Mina’ (1741), um registro de uma língua africana falada no Brasil durante o século XVIII, escrito pelo português António da Costa Peixoto. Nosso objetivo é compreender sua contribuição para o conhecimento histórico das línguas gbe. Assim, com base na proposta de Auroux (1992) sobre a gênese do conhecimento linguístico, em teóricos do campo da Linguística Popular (Paveau, 2018; Gonçalves, 2021), bem como na observação de traços gramaticais da língua, caracterizamos a ‘Obra Nova’ (1741) como um instrumento representativo do continuum epilinguístico-metalinguístico, pois se origina das interações estabelecidas entre o autor e africanos escravizados e de suas práticas tradutológicas, as quais indicam consciência e conhecimento acerca do comportamento gramatical da língua africana falada no Brasil. Neste sentido, contrapomo-nos às teses formuladas por Lopes (1945) e Bonvini (2008), os quais analisaram a ‘Obra Nova’ (1741) como um documento metalinguístico malsucedido. Em nossa concepção, tal ponto de vista gerou equívocos acerca das potencialidades do documento para a descrição e análise linguística, levando também a generalizações excepcionalistas (DeGraff, 2003).

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Publicado

2026-10-15

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Artigos

Como Citar

Santos da Silva, W. (2026). ‘Obra Nova de Língua Geral de Mina’ (1741): um exemplo do continuum epilinguístico-metalinguístico. Filologia E Linguística Portuguesa, 28(1), e-250484. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v28i1%p