Perfil demográfico e profissional dos fisioterapeutas traumato-ortopédicos brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
Prática Profissional, Análise por Conglomerados, Fisioterapeutas, Força de TrabalhoResumo
O objetivo deste trabalho foi identificar o perfil
dos fisioterapeutas traumato-ortopédicos em relação aos
parâmetros demográficos e profissionais. Esse estudo
transversal foi realizado por meio de um questionário
on-line com uma amostragem de conveniência de 282
fisioterapeutas. O processo de recrutamento foi realizado
via convite aberto e o contato foi feito pela internet,
por meio de redes sociais, e-mail ou aplicativo de mensagens.
A pesquisa foi divulgada por meio de um banner nas
redes sociais da equipe de pesquisa, da associação
profissional e dos conselhos regionais de fisioterapia.
Foi realizada uma análise multivariada exploratória
utilizando análise de correspondência múltipla (ACM)
seguida de análise de agrupamento hierárquico (cluster).
Por meio da análise de cluster, identificamos dois perfis
distintos de homens e mulheres fisioterapeutas traumatoortopédicos.
Em relação à formação e qualificação, houve
uma associação significativa entre homens e a área
de atuação da fisioterapia traumato-ortopédica, o título de
doutorado e a certificação de especialista registrados pelo
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
(COFFITO) e o mercado de trabalho. Também estavam
associadas aos homens as carreiras de professor ou
pesquisador de instituições privadas, proprietário de clínica,
de atuação em área não clínica ou hospitalar, em três
ou mais locais diferentes, seis a dez anos de experiência
clínica e remuneração acima do salário mínimo. Para as
mulheres, a associação foi significativamente maior para
o atendimento domiciliar, atuação em área clínica,
experiência clínica de até cinco anos e remuneração
inferior a um salário mínimo. Concluímos que houve
associação entre o sexo dos profissionais e os parâmetros
demográficos e profissionais; a análise de cluster revelou
dois perfis distintos em relação aos sexos.
Downloads
Referências
Bertoncello D, Pivetta HMF. Diretrizes Curriculares Nacionais
Para a Graduação Em Fisioterapia: Reflexões Necessárias.
Cad Educ Saúde Fisioter. 2015;2(4):71-84. doi: 10.18310/2358-
v2n4p71
Bispo Júnior JP. Formação em fisioterapia no Brasil:
reflexões sobre a expansão do ensino e os modelos de
formação. Hist Ciênc Saúde. 2009;16(3):655-68. doi: 10.1590/
s0104-59702009000300005
Coury HJCG, Vilella I. Perfil do pesquisador fisioterapeuta
brasileiro. Rev Bras Fisioter.2009;13(4):356-63. doi: 10.1590/
S1413-35552009005000048
Melo NG, Cunha IA, Alves JF, Santos AL, Nogueira AP, Lima BC,
et al. Perfil de formação e produção científica do fisioterapeuta
pesquisador no Brasil. Fisioter Pesqui. 2021;28(1):60-9.
doi: 10.1590/1809-2950/20019528012021
Matsumura ESS, Sousa Júnior AS, Guedes JA, Teixeira RC,
Kietzer KS, Castro LSF. Distribuição territorial dos profissionais
fisioterapeutas no Brasil. Fisioter Pesqui. 2018;25(3):309-14.
doi: 10.1590/1809-2950/17027025032018
Shiwa SR, Schmitt ACB, João SMA. O fisioterapeuta do
estado de São Paulo. Fisioter Pesqui. 2016;23(3):301-10.
doi: 10.1590/1809-2950/16115523032016
Mariotti MC, Bernardelli RS, Nickel R, Zeghbi AA, Teixeira
MLV, Costa Filho RM. Características profissionais, de
formação e distribuição geográfica dos fisioterapeutas
do Paraná – Brasil. Fisioter Pesqui. 2017;24(3):295-302.
doi: 10.1590/1809-2950/16875724032017
Dibai Filho AV. Análise do perfil dos fisioterapeutas atuantes
em unidades de terapia intensiva da cidade de Maceió/AL.
Fisioter Bras. 2010;11(3):192-7. doi: 10.33233/fb.v11i3.1383
Badaró AFV, Guilhem D. Perfil sociodemográfico e
profissional de fisioterapeutas e origem das suas concepções
sobre ética. Fisioter Mov. 2011;24(3):445-54. doi: 10.1590/
s0103-51502011000300009
Trelha CS, Gutierrez PR, Cunha ACV. Perfil Demográfico
dos fisioterapeutas da cidade de Londrina/PR. Salusvita.
;22(2):247-256.
Jesus AS, Martins GB. Formação acadêmica e profissional
de fisioterapeutas atuantes em um hospital público physical
therapist. Pesqui Fisioter. 2020;10(3):404-9. doi: 10.17267/2238-
rpf.v10i3.2982
Silva AA, Bittencourt NFN, Mendonça LM, Tirado MG, Sampaio
RF, Fonseca ST. Análise do perfil, funções e habilidades do
fisioterapeuta com atuação na área esportiva nas modalidades
de futebol e voleibol no Brasil. Braz J Phys Ther. 2011;15(3):219-26.
doi: 10.1590/s1413-35552011000300008
Evans JR, Mathur A. The value of online surveys. Internet Res.
;15(2):195-219. doi: 10.1108/10662240510590360
Eighan J, Walsh B, Smith S, Wren MA, Barron S, Morgenroth E.
A profile of physiotherapy supply in Ireland. Ir J Med Sci.
;188(1):19-27. doi: 10.1007/s11845-018-1806-1
Short SD. Physiotherapy: a feminine profession. Aust J Physiother.
;32(4):241-3. doi: 10.1016/S0004-9514(14)60657-7
Sampaio RF, Der Maas LW, Marães VRFS, Neves JA, Vaz DV,
Nóbrega RAA, et al. Physical Therapy Education and the
Labor Market in Brazil: Advances and Challenges. Phys Ther.
;99(8):977-88. doi: 10.1093/ptj/pzz055
Ministério da Educação (BR). Cadastro Nacional de Cursos e
Instituições de Educação Superior Cadastro e-MEC [Internet].
[citado em 2024 dez. 19]. Disponível em: https://emec.
mec.gov.br/.
Marques AP, Sanches EL. Origem e evolução da Fisioterapia:
aspectos históricos e legais. Fisioter Pesqui. 1994;1(1):5-10.
doi: 10.1590/fpusp.v1i1.75027
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Amanda Avelar de Resende, Paula Regina Mendes da Silva Serrão, Luciane Fernanda Rodrigues Martinho Fernandes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.