Correlação entre potência muscular e função cognitiva em idosos comunitários: um estudo transversal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palavras-chave:

Envelhecimento, Aptidão física, Cognição, Demência.

Resumo

O envelhecimento é um processo natural
em que, fisiologicamente, as funções começam a
diminuir. De modo geral, aspectos cognitivos e funcionais
relacionam-se entre si, e parâmetros como a diminuição
na velocidade da marcha e queixa subjetiva de memória
podem representar complicações de saúde, a exemplo da
síndrome do risco cognitivo motor. Entretanto, a literatura
carece de mais investigações acerca dessas relações
cognitivas e funcionais. Este artigo pretende verificar a
correlação dos níveis de potência muscular com a função
cognitiva de idosos comunitários. Para tal, realizou-se
um estudo transversal correlacional. A amostra foi
composta por 38 idosos (68±7 anos; 81,6% mulheres),
avaliados quanto à potência muscular por meio do
chair rise test; para a avaliação das funções cognitivas
utilizou-se o Montreal cognitive assessment (MoCA) e
versões adaptadas do teste de trilhas A e B (TTA e TTB),
do teste de fluência verbal categoria animal e do teste
de Stroop. Utilizou-se a correlação de Spearman para
avaliar a relação entre a variável potência com as variáveis
cognitivas. Para todas as análises foi estabelecido um
nível de significância de 5%. Os resultados observaram
associação de melhores níveis de potência com direção
positiva para a cognição global (rho= 0,35; p=0,02) e com
direção negativa com as condições leitura (rho=-0,35;
p=0,02) e cor do teste de Stroop (rho=-0,39; p=0,01).
Em adultos mais velhos que vivem na comunidade,
níveis mais altos de potência muscular estão associados
a maior pontuação de cognição global e a maior rapidez
na capacidade de atenção envolvida com a leitura de
palavras e nomeação de cores.

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Publicado

2024-12-30

Edição

Seção

Pesquisa Original

Como Citar

Correlação entre potência muscular e função cognitiva em idosos comunitários: um estudo transversal. (2024). Fisioterapia E Pesquisa, 31(cont), e23007224pt. https://doi.org/10.1590/