Análise cinemática de pessoas idosas durante a tarefa de ultrapassagem de obstáculos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palavras-chave:

Pessoas Idosas, Marcha, Cinemática, Ultrapassagem de Obstáculos

Resumo

Tropeçar em obstáculos durante a marcha
tem sido reportado como uma das principais causas
de quedas na população idosa. Nessa faixa etária,
é importante considerar que, para a manutenção do
equilíbrio dinâmico, o tronco desempenha uma função
relevante. Este estudo observacional de caso controle
objetivou analisar a cinemática do tronco e da pelve
de pessoas idosas durante a tarefa de ultrapassagem
de obstáculos. A amostra foi constituída de 13 pessoas
idosas com média de idade de 67,90 ± 5,07 anos
frequentadoras de um programa de hidroginástica,
que fizeram parte do grupo experimental (GE), e
13 mulheres adultas jovens e saudáveis com idade
média de 21,00 ±1,58 anos, para compor o Grupo
Controle (GC). Os dois grupos foram submetidos à
tarefa de ultrapassagem de obstáculos de diferentes
alturas utilizando o sistema de análise de movimento
tridimensional Vicon®. Foram analisadas variáveis
angulares tridimensionais do tronco (coluna torácica
e lombar) e da pelve. Os resultados evidenciaram que
as pessoas idosas desempenharam maiores amplitudes
tridimensionais desses segmentos corporais. Maior
amplitude de flexão do tronco e inclinação da coluna
torácica observadas a partir da altura de 15%, na
amplitude de rotação do tronco em 35% e 40%,
amplitude de rotação da coluna torácica e de flexão
da pelve em todas as alturas de obstáculos. Concluise
com este trabalho que as pessoas idosas, de modo
geral, apresentam maiores adaptações da postura para
a ultrapassagem a fim de vencer com segurança os
obstáculos em decorrência do aumento das amplitudes
de tronco e pelve em comparação a adultas jovens

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Publicado

2024-12-30

Edição

Seção

Pesquisa Original

Como Citar

Análise cinemática de pessoas idosas durante a tarefa de ultrapassagem de obstáculos. (2024). Fisioterapia E Pesquisa, 31(cont), e23013324pt. https://doi.org/10.1590/