Força de trabalho de profissionais de fisioterapia durante a pandemia de covid-19
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
Recursos Humanos em Saúde, Sistema Único de Saúde, Pandemia por covid-19, FisioterapeutasResumo
A pandemia de covid-19 exigiu a adoção de medidas imediatas de prevenção, controle e tratamento da doença, assim como a reorganização da força de trabalho em fisioterapia, cujo papel no cuidado às condições respiratórias foi imprescindível. Neste artigo, busca-se a
tendência temporal da disponibilidade de profissionais de fisioterapia nos três níveis de atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 (de março de 2020 a maio de 2023). Caracteriza-se como um estudo ecológico de série temporal, cuja população era
de fisioterapeutas, devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, inseridos em pelo menos um dos três níveis de atenção à saúde (primária, especializada e hospitalar). A carga horária foi padronizada para 40 horas semanais e foram calculadas as densidades de profissionais por 10.000 habitantes. A densidade de profissionais de fisioterapia no SUS era de 2,04/10.000 habitantes em março de 2020 e de 2,86/10.000 habitantes em maio de 2023. Na atenção primária, as densidades registradas foram de 0,46/10.000 habitantes em março
de 2020 e 0,53/10.000 habitantes em maio de 2023. Nesses mesmos pontos temporais, as densidades na atenção especializada foram de 0,58/10.000 habitantes e 0,74/10.000 habitantes; enquanto na atenção hospitalar, de 0,99/10.000 habitantes e 1,59/10.000 habitantes. Pode-se concluir que houve aumento da densidade de fisioterapeutas nos três níveis de atenção à saúde do SUS durante a pandemia de covid-19, com destaque para a atenção hospitalar. Considerada a demanda crescente por serviços de reabilitação funcional no pós-covid, esperase que a participação dos profissionais de fisioterapia mantenha tendência ascendente.
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