A lírica de Manoel de Barros: por uma fenomenologia dos ecúmenos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2594-9632.geoliterart.2026.234076Palavras-chave:
Geografia, Literatura, ModernidadeResumo
O mundo não é objeto absoluto, posto na frente do humano. O mundo é definido como tal pela implicação no cerne da existência humana. A palavra, na racionalidade instrumental, é o ente do conhecimento, da descrição prosaica. É usada para explicar o caos do mundo, o parágrafo organiza o mundo no pensamento. Os objetos não querem ser vistos na mesura da razoabilidade. A linguagem transgride o mundo, reiventa-o. A metalinguagem é o recurso explorado pela lírica moderna, e o Livro das Ignorãnças, de Manoel de Barros, evidencia a linguagem que desaloja o útil das coisas.
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