Carolina Maria de Jesus: uma escrita política do direito a existir
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2594-9632.geoliterart.2026.245641Palavras-chave:
Carolina Maria de Jesus,, Geografia Literária, Ensino de GeografiaResumo
O texto apresenta reflexões metodológicas sobre a relação Geografia e Literatura no Ensino de Geografia a partir da obra Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus. É apresentado no formato e a partir de um relato de experiência teórico-pedagógica. Destacamos a fundamentação na Pedagogia do Eco-ancestral, no método Desde Dentro Geográfico e na abordagem textual Autobiográfica e de Escrevivência. Para o desenvolvimento do texto, professoras e alunos da UFRRJ criaram uma proposta pedagógica sobre temáticas que a Geografia vem se dedicando de maneira mais atenta nas últimas décadas, com percepções que agregam as diferenças no pensamento espacial: recortes raciais negros afirmativos, perspectivas feministas e feministas negras, dentre questões existenciais, corporeidades, ancestralidades negro-centradas e espacializadas. Não pretendemos esgotar nenhum dos assuntos abordados, nem no campo do método e metodologia, muito menos no campo conceitual geral e geográfico pelo fato da exposição aqui ser um artigo e o foco estar na percepção-recepção de uma parcela da escrita de Carolina Maria de Jesus. Como resultado da atividade pedagógica proposta, entendemos que Diário de Bitita representa e interpreta diferentes paisagens, espaços urbanos e rurais, e como essas representações refletem as questões socioculturais e políticas da época.
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